Super Heróis detestáveis em “The Boys”

“Quem vigia os vigilantes?” é a pergunta que o genial quadrinista Alan Moore já fazia em Watchmen, afinal como se sentir seguro convivendo com seres de habilidades sobre humanas que podem destruir uma cidade em poucas horas? Na ficção a grande maioria deles se tornou digna de confiança, como os heróis da Marvel e da DC. Mas e se não fossem? 

Garth Ennis respondeu a essa dúvida em “The Boys”, série em quadrinhos que foi adaptada para a TV recentemente através da Amazon Prime Vídeo por Seth Rogen, Evan Goldberg e Eric Kripke, com a segunda temporada já confirmada. Ela aborda uma realidade alternativa onde super heróis existem, combatem o crime e são vistos como celebridades, recebendo a mesma adoração e exercendo a mesma influência sobre as massas. O que quase ninguém sabe é que em suas vidas privadas eles são arrogantes, egocêntricos, mimados, superficiais, promíscuos e com um absoluto desdém pelas vidas humanas que salvam.  São financiados por uma empresa que cuida e lucra com a imagem deles, chamada Vought. 

A narrativa começa quando Hughie, o pacato funcionário de uma loja de eletrônicos vê a sua namorada ser acidentalmente pulverizada  por um velocista desatento pertencente ao grupo dos “Sete”, uma versão distorcida da Liga da Justiça que é liderada por Capitão Pátria, uma versão bem escrota do Superman. Ao rapaz é oferecida uma indenização, mas ele recusa. Entra em cena o misterioso Billy Butcher, que sugere uma oportunidade de parceria para revidar e fazê-los pagarem por seus erros. Nessa cruzada anti-heróis também passam a fazer parte o Francês e um corpulento gentil apelidado de Leitinho de Mamãe, além de uma estranha asiática muda que é extremamente letal e possui poder regenerativo.

Enquanto isso a inocente Luz Estelar, recém integrada aos “Sete” vai gradualmente percebendo que nem sempre é uma boa ideia encontrar os heróis que você idolatrou na infância. A sexualização presente no seu uniforme é uma de suas várias decepções, deixando a mesma no dilema de abandonar o sonho que tinha desde criança ou se corromper ao sistema vigente. 

Vale afirmar também que cada personagem no seriado possui a sua motivação psicológica bem construída, permitindo compreender que não há uma apresentação maniqueísta dos mesmos. Cada um tem a sua trajetória muito bem definida e isso é essencial para contar uma boa história como essa. É muito bom ver uma proposta tão bacana como essa sendo explorada em todas as suas vertentes.

A série usa de humor negro para criticar o culto às celebridades e o marketing corporativo, onde as pessoas são influenciadas a adorar seres que secretamente os desdenham, especialmente através do Capitão Pátria, que disfarça muito pouco seu desprezo pelos humanos. O seriado também faz comentários ácidos à mercantilização religiosa, militarismo, assédio sexual, politicagem e racismo. Irreverente e bastante sarcástica, “The Boys” irá estrear a sua segunda temporada dia 04 de setembro na Amazon Prime.

A sensibilidade visceral de Eveline em Animais e Fronteiras

Desde o início dos tempos, as relações entre homens e animais na Terra foram bastante desiguais e injustas. O homo sapiens em toda a sua arrogância estabeleceu um desnível e foi utilizando o ecossistema a seu bel prazer, estabelecendo critérios de acordo com a sua conveniência, sem perceber que o desequilíbrio gerado pelo mesmo poderia lhe afetar a longo prazo. 

Os animais foram severamente afetados nesse contexto, algumas espécies inclusive chegando a ser varridas por completo de sua existência, tudo de forma bastante natural, tendo em vista que “seres inferiores” não teriam direito a opinar sobre seu espaço no planeta. 

Partindo deste princípio a jornalista Eveline Baptistella busca realçar e discutir as relações entre animais humanos e não humanos, relatando situações reais do cotidiano em Cuiabá, denunciando momentos onde a invasão urbana tirou o habitat de seres que acabaram se encontrando perdidos em seu espaço, como o jacaré que vive num estacionamento.

Ela explica também como algumas pessoas se afeiçoam por alguns animais, silvestres ou não, e a partir daí não aceitam o seu maltrato, mas perdoam a violência aos da mesma espécie. 

Utilizando uma linguagem sem rodeios e floreios, Eveline sensibiliza sem pieguice ou vitimismos. Ilustra a nocividade de nosso comportamento que foi adotado pela grande maioria como “normal”, enquanto inadvertidamente tóxico. 

Um obra que pretende trazer uma releitura de nossa perspectiva a respeito da noção de espaço no meio ambiente, nos levando a meditar sobre a coabitação com seres que em certa instância chegam até mesmo a ser mais evoluídos que nós mesmos. 

 

Heróis disfuncionais em “The Umbrella Academy”

Ao longo dos anos que se seguem, várias trajetórias de super heróis já foram contadas e a maioria delas gira em torno de escolhas que tiveram que ser feitas em torno de transformações pessoais na vida de cada pessoa, mas e se essa escolha lhe for negada e o heroísmo tiver sido o único propósito da sua criação? 

A série da Netflix em questão é uma adaptação dos quadrinhos de Gerard Way e do brasileiro Gabriel  e tem início em 1989, onde 43 crianças nasceram de mulheres sem ligação entre si e que engravidaram na noite anterior ao parto. O bilionário Reginald Hargreaves adota sete desses bebês que possuem habilidades especiais e são criados com o único propósito de se tornarem uma equipe de super-heróis.  

Assim nasce a Umbrella Academy e o plano funciona durante um tempo, mesmo após a morte de um deles e o fato uma das crianças não possuir “poderes”, ficando na casa e convivendo à sombra de seus irmãos famosos por conta da mídia que os exaltava. Vale apontar também que o “número cinco”, que possui a habilidade de teletransporte, começa a praticar saltos temporais desobedecendo o seu patriarca e acaba preso num futuro distante apocalíptico, sem a chance de retornar. 

Após o grupo ter se desmanchado durante a adolescência, eles se reúnem já adultos em função da misteriosa morte de Reginald. Para complicar ainda mais, o irmão desaparecido retorna para a sua respectiva linha temporal, avisando seus irmãos que eles têm uma semana para impedir o fim do mundo. 

A história é tratada com muita irreverência e trata de temas como viagem temporal e universos paralelos sem muito didatismo. Os grandes destaques vão para a excelente trilha sonora e o desenvolvimento dos personagens, que tiveram uma infância disfuncional e direcionada para um único propósito.  O mais perto que eles têm de uma figura paterna carinhosa é o chimpanzé Pogo, que fala articuladamente, com andar e roupa de humano, treinado desde cedo para agir como um mordomo do bilionário.

Luther, com seu tamanho descomunal e superforça que contrasta com a sua docilidade. Número cinco retorna aos seus irmãos com mente de adulto e corpo de criança enquanto Klaus, que se comunica com os mortos, inclusive com o falecido membro da equipe, precisa usar drogas para conviver com a sua habilidade. Vanya, por outro lado ressente a sua falta de poderes e sempre se sente inferior em relação a seus irmãos. 

A segunda temporada estreou no último dia 7 de agosto na Netflix. Criativa, divertida e inteligente, sem perder o foco em seus protagonistas, pois é o seu drama que move toda a narrativa. Uma nova perspectiva para um gênero aparentemente tão saturado. 

9 Filmes Trash de Terror

E aí, galera! Como estão?

Venho trazer hoje alguns filmes de terror trash pra vocês assistirem nessa quarentena. 

Para quem não sabe, filmes trash são aqueles filmes de baixo orçamento, feitos com custo e qualidade bem inferior aos filmes B. Ele é tecnicamente mal feito, sabe? No terror, por exemplo, chega até a ser engraçado, de tão mal feito hahaha

Espero que gostem das dicas! 

1) Os Palhaços Assassinos do Espaço Sideral (1988) – Esse é um dos meus favoritos. Tenho lembranças de assistí-lo quando eu era criança, principalmente da cena do algodão-doce e pipoca… Nesse filme, os Palhaços são extraterrestres e a nave deles é um circo. É Sensacional hahaha

 

2) O Ataque dos Tomates Assassinos (1978) – Ele é considerado um dos melhores filmes trash e deu origem a 3 continuações. 

 

3) Rubber, O Pneu Assassino (2010) – é um filme de comédia e terror francês com direção de Quentin Dupieux. Foi exibido em Cannes.

 

4) Planeta Terror (2007) – Filme que deu origem ao Machete e tem a participação de Josh Brolin, Bruce Willis e Fergie.

 

5) Mar Negro (2014) – O filme brasileiro é o terceiro da trilogia iniciada com “Mangue Negro” (2008) e “A Noite do Chupacabras” (2011). 

 

6) Geladeira Diabólica (1992) 

 

7) Náusea Total (1987) – é um filme neozelandês. Por causa da quantidade de cenas bizarras, mesmo que eles tenham cortado várias cenas, o filme foi banido da Austrália.

 

8) O Vingador Tóxico (1984) – é o filme mais famoso da produtora Troma Entertainment. 

 

9) A Coisa (1985)

A dimensão paralela da literatura em “Os Livros Que Devoraram Meu Pai”

 
“Os poetas e os romancistas são aliados preciosos, e o seu testemunho merece a mais alta consideração, porque eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas que a nossa sabedoria escolar nem sequer sonha ainda.” Sigmund Freud
 
 
A literatura não é apenas uma “imitação” da realidade. Ouso dizer que se trata de um mundo à parte, ou dimensão paralela, que conseguimos acessar através da leitura de um bom livro, capaz de assumir o papel de portal, escancarado, permitindo o acesso a essas outras infinitas terras.
 
Em Os Livros Que Devoraram Meu Pai, de Afonso Cruz, editora Leya, a possibilidade de acessar esse universo distinto foi desenvolvida de modo extraordinário. Na história, o entediado escriturário Vivaldo Bonfim mergulha, em segredo, nos seus livros preferidos durante o expediente na repartição financeira onde trabalha. Até que, literalmente, desaparece em uma das obras, um exemplar de A Ilha do Dr. Moreau, de H.G.Wells.
 
Seu filho, Elias Bonfim, nasce pouco tempo depois do insólito incidente. E, até seu aniversário de doze anos, acredita que o mesmo havia morrido de um ataque cardíaco. Era o que todos diziam, ou preferiam acreditar. Pelo menos era mais aceitável que a história verdadeira, que é contada, finalmente, pela sua avó paterna ao entregar-lhe a chave do sótão que era de Vivaldo, repleto de seus livros favoritos, inclusive, A Ilha do Dr. Moreau. Elias, então, inicia uma busca por pistas sobre o paradeiro de seu pai, em uma jornada incrível entre livros clássicos, personagens inesquecíveis e a presença amiga do cachorro Prendick que surgiu de forma inusitada em suas incursões literárias.
 
Em paralelo com sua busca pelo pai, Elias Bonfim narra sua amizade com Bombo – menino espirituoso que sofre de diabetes e aprecia contos chineses – e sua paixão platônica por Beatriz que, segundo Elias, era a menina mais linda da escola, com o “sorriso escrito à mão”.
 
A versão da obra pela editora Leya traz algumas ilustrações que delimitam os capítulos. Desenvolvidas por Mariana Newlands, são monocromáticas, singelas e divertidas.
 
 
A história, perfeita para quem ama livros, vai deixando pequenas pistas e referências ao longo do caminho. Cuidado, apenas, para não mergulhar de vez no mundo dos livros, assim como aconteceu com Vivaldo Bonfim.
 
 
Sobre o autor
Afonso Cruz nasceu em Fiqueira da Foz, Portugal, em 1971. Além de escritor premiado, também é ilustrador, produtor de filmes de animação e compositor. Escreveu outros quatro livros: A Carne de Deus, Enciclopédia da Estória Universal, A Contradição Humana e A Boneca de Kokoschka.
 
 
Sobre a ilustradora
Mariana Newlands é designer gráfica, ilustradora e fotógrafa. Estudou Desenho Industrial na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e Design Gráfico e Computação Gráfica na Parsons School of Design, em Nova York. Formou-se mestre em literatura, também na PUC, escrevendo sobre bibliomania.
 
 
Curiosidades
Afonso Cruz recebeu os seguintes prêmios literários: Conto Camilo Castelo Branco (2010), Autores SPA/RTP (2011), White Ravens (2011), Menção Especial do Prêmio Nacional de Ilustração (2011) e Prêmio Literário Maria Rosa Colaço (2009);
Afonso Cruz é membro da banda The Soaked Lamb.
 
 
 
Trecho do livro
“Minha avó diz que isso pode acontecer quando nos concentramos verdadeiramente no que lemos. Podemos adentrar um livro, como aconteceu com meu pai. É um processo tão simples quanto nos debruçarmos em uma varanda, só que muito menos perigoso, apesar de ser uma queda de vários andares. Sim, porque a leitura das coisas pode ter muitos andares. Soube pela minha avó que um tal Orígenes, por exemplo, dizia existir uma primeira leitura, superficial, e outras mais profundas, alegóricas. Não vou me alongar nesse tema, basta saber que um bom livro deve ter mais do que uma camada, deve ser um prédio de vários andares. O rés do chão não serve à literatura. É adequado para a construção civil, é cômodo para quem não gosta de subir escadas, útil para quem não pode subir escadas, mas, para a literatura, são necessários andares empilhados uns sobre os outros. Escadas e escadarias, letras abaixo, letra acima.”
 
 
Fonte
– Informações contidas no próprio livro.

O visual diferenciado e desafiador de Legion

Legion é uma adaptação dos quadrinhos sobre um personagem ligado ao universo dos X Men. Seu protagonista David é filho de ninguém menos que o Professor Xavier com Gabrielle Haller, uma paciente de um instituto para sobreviventes do Holocausto onde Xavier estava trabalhando. Ele é um mutante nível Ômega, uma espécie rara com poderes que parecem ultrapassar os limites conhecidos. 

Quando a história tem início ele está internado em uma instituição psiquiátrica, pois foi convencido que na verdade é um paciente com esquizofrenia e todas as experiências ligadas às suas habilidades na verdade são alucinações de sua mente. Durante a sua estadia no local ele conhece Sydney Barret, que possui o dom de trocar temporariamente de corpo com outras pessoas através do toque.  

Juntos eles vão gradativamente descobrindo que na verdade são prisioneiros de um grupo denominado Divisão 3, que procura estudar e isolar os mutantes, pois temem o seu impacto no convívio entre os humanos. 

O grande destaque para a série se resume ao seu visual, com sua montagem caleidoscópica aliada a uma trilha sonora idílica, trazendo algo totalmente diferente e ousado no que tange a adaptações de quadrinhos envolvendo super-heróis, especialmente os ligados ao universo dos famosos mutantes.  

A narrativa aparentemente desconexa permite que o espectador tenha empatia pelo protagonista, um ser em constante questionamento existencial que tem extrema dificuldade em separar, passado, presente, futuro, realidade ou fantasia, já que grande parte da história se passa na verdade dentro de sua mente, gerando uma espécie de fusão entre “X Men” e “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”. O resultado final é extremamente interessante e definitivamente traz uma nova leitura para esse universo.

 

A série inclui várias reviravoltas incluindo uma grande quantidade de personagens igualmente fascinantes ao casal protagonista, como um casal de irmãos gêmeos que compartilham do mesmo corpo, um arquiteto de memórias e um homem que vive dentro de um cubo de gelo inserido no plano astral e gosta de poesia beatnik 

É muito bom poder desfrutar de produtos como esse, que desafia o seu público a caminhar por caminhos tão tortuosos e fascinantes, deixando para trás o medo de se perder nessa realidade tão criativa. A terceira e última temporada estreou dia 08 de Julho na Netflix. 

Dia de Rock, Bebê!

Tá, o Dia do Rock foi ontem, mas vamos de clichê que “dia de rock é todo dia” e indicar filmes maravilhosos pra apreciar que nem vinho: gota a gota.

Mas você sabe por que dia 13 de julho é considerado o Dia do Rock? Bom, há 35 anos acontecia, simultaneamente em Londres, Inglaterra, Filadélfia e nos Estados Unidos, o Live Aid, um evento que tinha como objetivo conscientizar a população mundial sobre a drástica pobreza e a fome na Etiópia. Mas, antes desse evento acontecer e a data ficar marcada, o responsável pelo evento, Bob Geldof, procurou diversos amigos, como Bono Vox, The Edge, Paul McCartney, Midge Ure e Boy George, para estarem com ele ajudando a melhorar a situação da Etiópia. Fizeram um single, que alcançou o título de single mais vendido da história do Reino Unido. Para aumentar ainda mais a arrecadação, Bob idealizou e fez acontece o Live Aid.

E, como já estamos falando do Live Aid, começo indicando esse filme maravilhoso sobre a vida de Freddie Mercury. Espero que gostem das dicas <3

 

1) Bohemian Rhapsody (2018) – Freddie Mercury (Rami Malek) e seus companheiros Brian May (Gwilyn Lee), Roger Taylor (Ben Hardy) e John Deacon (Joseph Mazzello) mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen, durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas.

 

2) The Runaways (2010) – Los Angeles, 1975. Joan Jett (Kristen Stewart) tinha o sonho de montar uma banda de rock, formada apenas por mulheres. Ela encontra apoio em Cherrie Currie (Dakota Fanning), que integra a banda, e no empresário Kim Fowley (Michael Shannon). Com ele as integrantes da banda The Runaways levam uma vida desajustada e, apesar de apresentarem um som cru, alcançam o sucesso graças ao talento de Joan e o visual sensual de Cherie.

 

3) Escola do Rock (2004) – Dewey Finn (Jack Black) é um músico que acaba de ser demitido de sua banda. Cheio de dívidas para pagar e sem ter o que fazer, ele aceita dar aulas como professor substituto em uma escola particular de disciplina rígida. Logo Dewey se torna um exemplo para seus alunos, sendo que alguns deles se juntam ao professor para montar uma banda local, sem o conhecimento de seus pais.

 

4) The Dirt: Confissões do Motley Crue (2019) – Considerada uma das mais importantes bandas da história do Glam Metal, Mötley Crüe foi responsável por dar rosto a uma vertente do Rock que, até então, não era muito bem vista pelo público em geral. Vivendo no ápice do estrelato nas décadas de 80 e 90, seus membros vivenciaram todo o glamour de ser um rockstar — até nos momentos mais improváveis.

 

5) Idênticos (2014) – Durante a Grande Depressão nos Estados Unidos, um casal pobre tem dois filhos gêmeos. Incapazes de cuidar das duas crianças, eles aceitam dar um dos garotos à família de um pastor evangélico, cuja esposa é infértil. Os irmãos crescem separados, e têm carreiras muito distintas: enquanto um se torna um grande ícone da música, o outro luta para seguir a carreira religiosa que seu pai adotivo preparou para ele.

 

6) La Bamba (1987) – Richard Stephen Valenzuela, mais conhecido como Ritchie Valens (Lou Diamond Phillips), marcou o final dos anos 50 com uma carreira meteórica, recheada de sucessos e pontuada por uma das canções mais famosas de todos os tempos: “La Bamba”.

 

7) Cadillac Records (2008) – 1947. O Chess Records é um pequeno estúdio musical, localizado na parte sul de Chicago. De início trabalha o blues, tendo como principais ícones Muddy Waters (Jeffrey Wright) e Little Walter (Columbus Short). Chuck Berry (Mos Def), um dos precursores do rock, também gravou nele. Leonard Chess (Adrien Brody) é o produtor do estúdio e tem um ouvido refinado para identificar diferentes tipos de música. Ele acredita que pode ganhar dinheiro ao assinar com talentos ascendentes do meio musical, como o compositor Willie Dixon (Cedric the Entertainer) e Howlin’ Wolf (Eamonn Walker). Leonard os trata como se fosse parte de sua família, o que não é algo simples pela grande quantia gasta para que esta situação aconteça. Quando Chuck Berry é preso, ele decide apostar no talento de outra cantora: Etta James (Beyoncé Knowles).

 

8) The Beach Boys: Uma História de Sucesso (2014) – Brian Wilson (John Cusack) fundou os Beach Boys, uma das bandas mais populares do Estados Unidos nos anos 1960. Mas, ao longo de sua vida, luta com seus problemas mentais, enquanto dependente de uma série de drogas e se isola da sociedade. O Doutor Eugene Landy (Paul Giamatti) torna-se fundamental na recuperação de Brian, além da esposa do músico, Melinda Ledbetter (Elizabeth Banks), quem o ajudou a se reerguer.

 

9) The Rolling Stones: Shine a Light – um filme documentário sobre a banda inglesa The Rolling Stones durante um show da turnê A Bigger Bang Tour, além de apresentar imagens de arquivo da carreira da banda. O documentário inclui também os artistas Christina Aguilera, Jack White e Buddy Guy, cantando uma canção cada junto com os Stones.

 

10) Purple Rain (1984) – The Kid (Prince), um jovem músico, vive uma difícil situação em sua casa, onde precisa enfrentar um contexto abusivo. Além disso, sua carreira na música não anda nada bem: para Kid, The Time, a banda que o acompanha não se esforça o suficiente. Então, determinado a virar o jogo, Kid faz de tudo para dar a volta por cima tanto em sua vida pessoal quanto em sua carreira.

 

11) This Is Spinal Tap (1984) – A banda inglesa de heavy metal Spinal Tap está em turnê pelos Estados Unidos. Um cineasta americano decide filmar a passagem da banda pelo país, mas a turnê não sai como o esperado e algumas apresentações são canceladas.

 

E

Textos Cruéis Demais para Serem Lidos Rapidamente

“Só sofro com toda a força do mundo porque amo com a intensidade de um cometa.” Nando Reis
 
Costumo dizer que livros são seres individuais, repletos de energia e personalidade e que a essência deles, curiosamente, pode ser bem diferente daquela que o próprio autor pensou imprimir ao escrevê-lo, pois, depende muito de como cada leitor irá abarcar sua mensagem. De modo geral, todos os livros, de todos os gêneros, têm algo a nos dizer, sendo sua qualidade subjetiva demais para ser mensurada.
 
Nesse sentido, alguns livros nos marcam pela delicadeza de seu conteúdo, outros pela sua carga dramática, assim como Textos Cruéis Demais para Serem Lidos Rapidamente, de Igor Pires e o coletivo TCD, editora Globo (selo Alt), que traz como proposta o abraço empático através de textos carregados de emoção e profundidade.
 
Não se trata, no entanto, de um livro de autoajuda. Os textos são viscerais, transbordam dor e, muitas vezes, melancolia. Mas a proposta é justamente expor o quanto é, geralmente, doloroso viver e, mais ainda, o quanto é necessário expurgar nossos sentimentos.
 
Criada a partir da fanpage homônima que já fazia grande sucesso no Facebook, trata-se de uma coletânea de textos sobre as relações humanas, dividido em quatro capítulos. Suas ilustrações, profundamente tocantes, foram produzidas pela artista plástica Anália Moraes. São em preto e branco e compõem a experiência sensorial, conforme a natureza da obra.
 
O primeiro capítulo, intitulado Pra quando você se esquecer de mim, fala sobre relacionamentos que chegam ao fim, deixando saudades e marcas profundas.
 
 
O segundo capítulo, A memória é uma pele, fala sobre solidão, resignação e amor próprio.
 
 
O terceiro capítulo, Pra você não se esquecer de sentir, é um misto dos temas anteriores.
 
 
O quarto capítulo, A felicidade é uma arma quente, finaliza com reconstruções e recomeços.
 
Enfim, é uma obra para pessoas intensas, para “aqueles que não têm medo ou vergonha de presenciarem o sentimento tomando conta de cada centímetro da pele, das tripas, coração”, como descreve o próprio autor.
 
 
 
 
Sobre o autor
Igor Pires é paulista, formado em Publicidade e Propaganda, e cursa Jornalismo na UFRJ. Mais informações através do Instagram: @heyaigu
 
 
 
Sobre a ilustradora
Anália Moraes nasceu em São Paulo, fez o curso técnico em Comunicação Visual e é graduanda em Artes Plásticas na Escola Panamericana de Arte e Design. É co-fundadora e artista residente da Casa Dobra. Mais informações através do Instagram: @moraes_a
 
 
 
Sobre o coletivo TCD
A TCD é um coletivo formado por pessoas de diversas áreas, comprometidas com trabalhos autorais que abordam temas cotidianos, incluindo experiências pessoais e relatos extremamente íntimos e complexos. Mais informações:
 
 
 
Trecho do Livro
“eu sei que doeu em você
porque eu fui a única pessoa
que olhou dentro do seu olho
e pediu calma.
 
porque todas as outras
pessoas passaram por você e
pediram pressa.”
 
 
 
Curiosidades
– Em todo o livro, com exceção dos textos que delimitam os capítulos, nenhuma frase se inicia com a letra maiúscula;
– A ilustradora Anália Moraes também é ceramista;
– TCD foi o livro nacional de não ficção mais vendido em 2018.
 
 
Fontes
– Informações contidas no próprio livro.
 

“Tudo Está Conectado” – Filmes e séries sobre Viagens no Tempo

A terceira temporada de Dark recém estreou, e está entre os assuntos mais discutidos do momento. Como o assunto “viagem no tempo” está em alta por causa da série, vim trazer pra vocês mais filmes e séries sobre o assunto.

1) Dark (2017) – Quatro diferentes famílias – Kahnwald, Nielsen, Doppler e Tiedemann – vivem em Winden, uma pequena e aparentemente tranquila cidade alemã. A rotina dos moradores vira de cabeça para baixo quando duas crianças desaparecem misteriosamente, nas proximidades de uma antiga usina nuclear. Segredos familiares começam a emergir à medida que a polícia investiga os sumiços e logo percebe uma relação com eventos também sombrios do passado. O tempo e o espaço parecem se embaralhar cada vez mais, deflagrando uma série de tragédias que, curiosamente, se repete a cada geração.

 

2) Feitiço do Tempo (1993) – Um repórter (Bill Murray) de televisão que faz previsões de metereologia vai a uma pequena cidade fazer uma matéria especial sobre o celebrado “Dia da marmota”. Pretendendo ir embora o mais rapidamente possível, ele inexplicavelmente fica preso no tempo, condenado a vivenciar para sempre os eventos daquele dia.

 

3) Doctor Who – Está no ar desde 1963 e está em sua 13ª versão do doutor, sendo agora Doutora, interpretada pela atriz Jodie Whittaker desde 2017. A série mostra as aventuras do Doutor, um Senhor do Tempo alienígena do planeta Gallifrey, que explora o universo em sua máquina do tempo, uma sensível nave espacial conhecida como TARDIS(time and relative dimension in space), cuja aparência exterior se assemelha a uma cabine de polícia londrina de 1963.

 

4) 22.11.63 (2016) – O professor do ensino médio Jake Epping (James Franco) viaja de volta no tempo para prevenir o assassinato do presidente John F. Kennedy. Porém, sua missão é ameaçada por Lee Harvey Oswald, pelo próprio passado que não quer ser modificado e pelo fato de ele se apaixonar.

 

5) See You Yesterday (2019) – C.J. e Sebastian são dois melhores amigos adolescentes muito talentosos no mundo das ciências. Quando o irmão mais velho de C.J. é assassinado injustamente pela polícia, os dois constroem uma máquina do tempo para voltar ao passado e tentar evitar a tragédia que aconteceu.

 

6) Timeless (2016) – O roubo de uma máquina do tempo é o primeiro numa série de crimes temporais misteriosos que levam um cientista, um soldado e m professor de história a se lançarem numa busca desesperada através do passado para interromper o louco que quer destruir os Estados Unidos. Os três precisam tomar cuidado com suas ações, pois nunca se sabe qual movimento gerará consequências irreversíveis.

 

7) DÉJÀ VU (2007) – Doug Carlin (Denzel Washington) trabalha para a Agência do Tabaco, Álcool e Armas de Fogo. Chamado para recuperar provas após a explosão de uma bomba em uma balsa localizada em Nova Orleans, Carlin descobre que aquilo que a maioria das pessoas acredita estar apenas em sua mente é bem mais poderoso do que se imagina. Ele descobre então um meio de viajar no tempo, o que possibilita que evite que a explosão ocorra.

 

8) A Garota que Conquistou o Tempo (2006) – Uma adolescente chamada Makoto Kono em seu terceiro ano do ensino médio passa por eventos estranhos até que descobre que ela tem a capacidade de viajar através do tempo. Assustada com seu novo poder e novas experiências Makoto confia em seus amigos Chiaki e Kousuke que inicalmente não acreditam em tal façanha. Com o tempo, ela tenta usá-lo para sua vantagem e como meio de ajudar o presente, mas logo descobre que adulteração do tempo pode levar a grandes consequências.

 

9) De Volta para o Futuro (1963) – Um jovem (Michael J. Fox) aciona acidentalmente uma máquina do tempo construída por um cientista (Christopher Lloyd) em um Delorean, retornando aos anos 50. Lá conhece sua mãe (Lea Thompson), antes ainda do casamento com seu pai, que fica apaixonada por ele. Tal paixão põe em risco sua própria existência, pois alteraria todo o futuro, forçando-o a servir de cupido entre seus pais.

 

10) 12 Macacos (2015)Série do filme de mesmo nome, estrelado por Bruce Willis e Brad Pitt, do ano de 1995. Acompanha a jornada de um viajante no tempo de um futuro pós-apocalíptico, que aparece nos dias atuais em uma missão de localizar e erradicar a fonte de uma praga mortal que eventualmente irá dizimar a raça humana.

 

11) Interestelar (2014) – Após ver a Terra consumindo boa parte de suas reservas naturais, um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper (Matthew McConaughey) é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand (Anne Hathaway), Jenkins (Marlon Sanders) e Doyle (Wes Bentley), ele seguirá em busca de uma nova casa. Com o passar dos anos, sua filha Murph (Mackenzie Foy e Jessica Chastain) investirá numa própria jornada para também tentar salvar a população do planeta.

 

12) Ministério do Tempo (2015) – O Ministério do Tempo é o segredo mais precioso do estado espanhol. Essa instituição governamental secreta de viagens no tempo permite que pessoas de diferentes épocas possam se encontrar. Mas para evitar que alguém utilize as portas que viajam no tempo para seu benefício próprio, um grupo de patrulheiros são contratados para vigiar o local. Entre eles, estão o soldado do século XVI Alonso de Entrerríos (Nacho Fresneda), a estudante do século XIX Amelia Folch (Aura Garrido) e o paramédico Julián Martínez (Rodolfo Sancho), do século XXI.

 

13) Boneca Russa (2019) – Convidada de honra de uma festa em Nova York, a jovem Nadia (Natasha Lyonne) percebe que todas as vezes que decide deixar o evento, morre. Agora ela precisa encontrar um jeito de escapar, mas só depois de descobrir o que está acontecendo.