O gigantesco legado de C.S. Lewis em As Crônicas de Nárnia

Clive Staples Lewis, conhecido como C. S. Lewis (1898-1963) foi um escritor, professor e crítico literário irlandês. Ficou conhecido por seu trabalho sobre literatura medieval, por suas palestras e escritos cristãos, como também pela série de sete livros de ficção e fantasia intitulada “As Crônicas de Nárnia”.

Nasceu em Belfast, na Irlanda (atual Irlanda do Norte), no dia 29 de novembro de 1898. Filho caçula do advogado Albert James Lewis e de Florence Augusta Lewis, filha de um clérigo da Igreja da Irlanda, foi criado na fé cristã.

Com 15 anos, Lewis se tornou ateu e despertou o interesse pelo ocultismo. Ainda na adolescência, já se interessava pela mitologia nórdica e grega e pelo latim e o hebraico.

Em 1916, com 18 anos, foi admitido na University College de Oxford, mas seus estudos foram interrompidos quando foi convocado para servir na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Terminada a Guerra, Lewis retornou para a universidade, onde se graduou em Línguas e Literaturas Clássicas. Em 1925 foi aprovado para lecionar no Magdalen College da Universidade de Oxford. Foi amigo do professor J. R. R. Tolkien, escritor da obra O Senhor dos Anéis.

Lewis foi ateu durante muitos anos, mas com 31 anos se converteu ao cristianismo e se tornou membro da Igreja Anglicana. Sua fé afetou profundamente sua obra, a religião foi tema constante de seus livros.

A obra As Crônicas de Nárnia é uma série de sete romances de ficção e fantasia: O Leão, a Feiticeira e o Grada Roupa (1950), Príncipe Caspian (1951) A Viagem do Peregrino da Alvorada (1952) A Cadeira de Prata (1953) O Cavalo e Seu Menino (1954) O Sobrinho do Mago (1955) e A Última Batalha (1956).

Na obra As Crônicas de Nárnia, o escritor usou elementos da mitologia grega e nórdica, como também os tradicionais contos de fadas, em que os animais falam, a magia é frequente e ocorrem batalhas entre o bem e o mal, onde o leão “Aslam” ajuda a derrotar a feiticeira e trazer a paz de volta à Nárnia.

Nos últimos cinquenta anos, ‘As crônicas de Nárnia’ transcenderam o gênero da fantasia para se tornar parte do cânone da literatura clássica. Cada um dos sete livros é uma obra-prima, atraindo o leitor para um mundo em que a magia encontra a realidade, e o resultado é um mundo ficcional que tem fascinado gerações tendo sido adaptadas diversas vezes, inteiramente ou parcialmente, para a rádio, televisão, teatro e cinema.

A obra foi traduzida em mais de 41 idiomas e adaptada para a televisão e o cinema. Em 2005 o primeiro livro da série foi transformado em uma grande produção da Walt Disney Studios.

  1. S. Lewis faleceu em Oxford, Inglaterra, no dia 22 de novembro de 1963.

Fontes:

www.ebiografia.com

O humanismo pós apocalíptico de Sweet Tooth

Sweet Tooth é uma série de revistas em quadrinhos que ganhou uma adaptação live action pela Netflix no ano passado e foi publicada pela editora americana DC Comics através de sua linha editorial Vertigo entre 2009 e 2013, com 40 edições.

A narrativa criada e produzida pelo escritor e ilustrador Jeff Lemire, tem como cenário um futuro pós-apocalíptico dez anos após um evento conhecido como “O Flagelo” devastar o Planeta Terra. Todas as crianças nascidas após o evento são de uma nova espécie, híbrida entre humanos e animais, inclusive o protagonista, “Gus”, um garoto com traços de cervo, uma alma pura e uma queda por doces.

Ele vivia tranquilo com seu pai em uma cabana nas profundezas de uma floresta isolado do resto mundo até que foi encontrado por terríveis caçadores, pois nesse novo mundo crianças como ele valem dinheiro.

Surge então um estranho brutamontes e o protege dos malfeitores, prometendo levar Gus até a Reserva, um santuário para crianças híbridas como Gus. Esse estranho é Jepperd, um homem tão misterioso quanto violento.

Esse é o começo de uma longa jornada através do devastado território de um país assolado pela peste, e nem Gus nem Jepperd fazem a mais remota ideia de como essa viagem pode transformá-los.

Concebida pela mente criativa de Jeff Lemire, responsável pelo roteiro e pela arte da obra, é destacável desde o primeiro número a forma como a arte gráfica se mostra eloquente dentro da narrativa desta parábola pós-apocalíptica.

As palavras se tornam apenas ferramentas complementares para criar o esqueleto do enredo que tem na emoção pura o motor de arranque da trama.

Toda a dinâmica encontrada no desenvolvimento da saga é obtida pelas ilustrações altamente sugestivas e emocionais, carregadas de cores vibrantes e belíssimos traços, sem atritando opostos, seja de força, ética ou filosofia.

Baseado num mundo pós-apocalíptico, onde uma praga está desolando a humanidade e aqueles que restam tentam sobreviver, assistindo o nascimento de crianças híbridas meio humanas, meio animais, a história de “Sweet Tooth” traz influências de trabalhos assinados por nomes como Harlan Ellison e Garth Ennis.

O enredo, num primeiro momento, pode parecer minimalista, mas a diversidade de sutilezas discutidas com o desenrolar dos quadrinhos evidenciam uma densa carga de assuntos importantes entremeados à aventura do híbrido Gus e seu companheiro de viagem, Jepperd.

Desde relações humanas, passando por questões éticas em momentos de crise e valores familiares, até ecologia e o impacto dos abusos humanos sobre a natureza, tudo esta sutilmente alocado em cada uma destas páginas, ajudando a construir uma magnífica obra épica.

Na linha de frente, funcionando como uma disfarce para estas sutis discussões importantes, temos uma aventura de um garoto híbrido que viaja pela América do Norte destruída e pós-apocalíptica ao lado do brutamontes Jepperd, um caçador com o rosto marcado pelas agruras dos tempos críticos, em busca das respostas sobre sua origem  e   da praga que dizimou grande parte da humanidade.

Gus tem esta viagem como um aprendizado para o futuro pioneiro que o aguarda, já Jepperd nos mostra como um ser humano marcado pelos momentos rudes de uma civilização que desmorona pode amar de novo, até mesmo o que não compreende, tendo seu momento de redenção como um digno representante de uma raça que não seguirá adiante.

Recomendação máxima para os amantes da nona arte!

Fonte: gavetadebaguncas.com.br

 

 

 

A pirataria non sense, descontraída e humanista de One Piece

O quadrinho japonês em questão, escrito e ilustrado por Eiichiro Oda é um sucesso estrondoso de público e crítica, que vem rendendo uma animação homônima de igual popularidade e que muito em breve ganhará uma adaptação em série live-action pela Netflix.

Partindo de um tema que possui um apelo universal, que é o carisma em torno do universo dos piratas, o criador consegue criar um universo divertido, que por vezes beira o surreal, mas nunca deixa de realçar o humanismo de seus personagens.

A história tem início quando o Rei dos Piratas, Gol.D.Roger, minutos antes de ser executado em praça pública pelo Governo Mundial convida todos a irem atrás do tesouro que ele deixou para trás, o lendário One Piece do título, que segundo ele possui tudo que alguém pode desejar em vida. Tem início então uma era onde vários aventureiros partem em busca do mesmo, desbravando mares desconhecidos que escondem muitas surpresas e perigos.

O jovem Monkey D. Luffy cresceu fascinado por todas essas histórias que ele ouvia na taberna em seu pequeno vilarejo, contadas pelo pirata Shanks e seus companheiros. Como o pai do garoto era ausente, ele adotou este bando como uma espécie de família onde ele era bem cuidado e amado, visto como uma espécie de mascote deles enquanto não estavam velejando. O capitão acabou se tornando uma figura paterna para o garoto, que jurou se tornar o próximo Rei dos Piratas.

Após acidentalmente comer um Akuma no mi (também chamado Fruto do Diabo), a estrutura do seu organismo se altera e ele passa a ter o corpo de borracha, que ele pode inflar e esticar como quiser. Essas frutas concedem diferentes poderes àqueles que as ingerem, mas os impedem de nadar.

 

Inspirado pelo companheirismo do bando de Shanks (de quem herdou o icônico chapéu de palha) ele parte para formar a sua própria gangue e desbravar a Grand Line, região onde estão localizados os maiores desafios e bizarrices além de sua imaginação. Ao longo de sua jornada ele acaba agregando o espadachim Zoro, o cozinheiro Sanji, a navegadora Nami, o artilheiro Usopp, o médico Chopper, a arqueóloga Robin, o construtor naval Franky e o músico Brook, cada um com suas próprias motivações para integrar a trupe e que por sua vez não estão relacionadas ao sonho de Luffy.

Vale mencionar que, apesar de muito engraçada, a história tem um carinho muito especial com seus personagens, tomando cuidado para retratar suas trajetórias pessoais até integrarem o bando do protagonista, sendo alguns deles órfãos com infâncias bastante sofridas, impulsionando suas motivações para ajudar a todos os que sofrem algum tipo de opressão ou preconceito.

Ao longo das várias aventuras do grupo testemunhamos a formação de uma curiosa reunião de proscritos que estão sempre dispostos a ajudar os mais necessitados, não por um sentido nobre, heroico ou interesseiro, apenas empatia. Nesse sentido a narrativa dá um salto de qualidade incrível, projetando um carisma todo especial por esse grupo. Essa característica humanista desses piratas chega inclusive a surpreender outros fora-da-lei, que estranham esse tipo de comportamento. O protagonista que trata todos de uma maneira amigável e simples, despida de qualquer tipo de malícia ou hipocrisia, chega a impressionar e comover pelo seu espírito sincero e extrovertido.

As histórias recheadas de muito bom humor e aventura mostram que é possível tratar de temas sérios como discriminação, escravagismo e corrupção no sistema político sem perder o tom leve e descontraído que levam o público a se divertir e pensar na mesma cadência.

Super Heróis detestáveis em “The Boys”

“Quem vigia os vigilantes?” é a pergunta que o genial quadrinista Alan Moore já fazia em Watchmen, afinal como se sentir seguro convivendo com seres de habilidades sobre humanas que podem destruir uma cidade em poucas horas? Na ficção a grande maioria deles se tornou digna de confiança, como os heróis da Marvel e da DC. Mas e se não fossem? 

Garth Ennis respondeu a essa dúvida em “The Boys”, série em quadrinhos que foi adaptada para a TV recentemente através da Amazon Prime Vídeo por Seth Rogen, Evan Goldberg e Eric Kripke, com a segunda temporada já confirmada. Ela aborda uma realidade alternativa onde super heróis existem, combatem o crime e são vistos como celebridades, recebendo a mesma adoração e exercendo a mesma influência sobre as massas. O que quase ninguém sabe é que em suas vidas privadas eles são arrogantes, egocêntricos, mimados, superficiais, promíscuos e com um absoluto desdém pelas vidas humanas que salvam.  São financiados por uma empresa que cuida e lucra com a imagem deles, chamada Vought. 

A narrativa começa quando Hughie, o pacato funcionário de uma loja de eletrônicos vê a sua namorada ser acidentalmente pulverizada  por um velocista desatento pertencente ao grupo dos “Sete”, uma versão distorcida da Liga da Justiça que é liderada por Capitão Pátria, uma versão bem escrota do Superman. Ao rapaz é oferecida uma indenização, mas ele recusa. Entra em cena o misterioso Billy Butcher, que sugere uma oportunidade de parceria para revidar e fazê-los pagarem por seus erros. Nessa cruzada anti-heróis também passam a fazer parte o Francês e um corpulento gentil apelidado de Leitinho de Mamãe, além de uma estranha asiática muda que é extremamente letal e possui poder regenerativo.

Enquanto isso a inocente Luz Estelar, recém integrada aos “Sete” vai gradualmente percebendo que nem sempre é uma boa ideia encontrar os heróis que você idolatrou na infância. A sexualização presente no seu uniforme é uma de suas várias decepções, deixando a mesma no dilema de abandonar o sonho que tinha desde criança ou se corromper ao sistema vigente. 

Vale afirmar também que cada personagem no seriado possui a sua motivação psicológica bem construída, permitindo compreender que não há uma apresentação maniqueísta dos mesmos. Cada um tem a sua trajetória muito bem definida e isso é essencial para contar uma boa história como essa. É muito bom ver uma proposta tão bacana como essa sendo explorada em todas as suas vertentes.

A série usa de humor negro para criticar o culto às celebridades e o marketing corporativo, onde as pessoas são influenciadas a adorar seres que secretamente os desdenham, especialmente através do Capitão Pátria, que disfarça muito pouco seu desprezo pelos humanos. O seriado também faz comentários ácidos à mercantilização religiosa, militarismo, assédio sexual, politicagem e racismo. Irreverente e bastante sarcástica, “The Boys” irá estrear a sua segunda temporada dia 04 de setembro na Amazon Prime.

A sensibilidade visceral de Eveline em Animais e Fronteiras

Desde o início dos tempos, as relações entre homens e animais na Terra foram bastante desiguais e injustas. O homo sapiens em toda a sua arrogância estabeleceu um desnível e foi utilizando o ecossistema a seu bel prazer, estabelecendo critérios de acordo com a sua conveniência, sem perceber que o desequilíbrio gerado pelo mesmo poderia lhe afetar a longo prazo. 

Os animais foram severamente afetados nesse contexto, algumas espécies inclusive chegando a ser varridas por completo de sua existência, tudo de forma bastante natural, tendo em vista que “seres inferiores” não teriam direito a opinar sobre seu espaço no planeta. 

Partindo deste princípio a jornalista Eveline Baptistella busca realçar e discutir as relações entre animais humanos e não humanos, relatando situações reais do cotidiano em Cuiabá, denunciando momentos onde a invasão urbana tirou o habitat de seres que acabaram se encontrando perdidos em seu espaço, como o jacaré que vive num estacionamento.

Ela explica também como algumas pessoas se afeiçoam por alguns animais, silvestres ou não, e a partir daí não aceitam o seu maltrato, mas perdoam a violência aos da mesma espécie. 

Utilizando uma linguagem sem rodeios e floreios, Eveline sensibiliza sem pieguice ou vitimismos. Ilustra a nocividade de nosso comportamento que foi adotado pela grande maioria como “normal”, enquanto inadvertidamente tóxico. 

Um obra que pretende trazer uma releitura de nossa perspectiva a respeito da noção de espaço no meio ambiente, nos levando a meditar sobre a coabitação com seres que em certa instância chegam até mesmo a ser mais evoluídos que nós mesmos. 

 

Heróis disfuncionais em “The Umbrella Academy”

Ao longo dos anos que se seguem, várias trajetórias de super heróis já foram contadas e a maioria delas gira em torno de escolhas que tiveram que ser feitas em torno de transformações pessoais na vida de cada pessoa, mas e se essa escolha lhe for negada e o heroísmo tiver sido o único propósito da sua criação? 

A série da Netflix em questão é uma adaptação dos quadrinhos de Gerard Way e do brasileiro Gabriel  e tem início em 1989, onde 43 crianças nasceram de mulheres sem ligação entre si e que engravidaram na noite anterior ao parto. O bilionário Reginald Hargreaves adota sete desses bebês que possuem habilidades especiais e são criados com o único propósito de se tornarem uma equipe de super-heróis.  

Assim nasce a Umbrella Academy e o plano funciona durante um tempo, mesmo após a morte de um deles e o fato uma das crianças não possuir “poderes”, ficando na casa e convivendo à sombra de seus irmãos famosos por conta da mídia que os exaltava. Vale apontar também que o “número cinco”, que possui a habilidade de teletransporte, começa a praticar saltos temporais desobedecendo o seu patriarca e acaba preso num futuro distante apocalíptico, sem a chance de retornar. 

Após o grupo ter se desmanchado durante a adolescência, eles se reúnem já adultos em função da misteriosa morte de Reginald. Para complicar ainda mais, o irmão desaparecido retorna para a sua respectiva linha temporal, avisando seus irmãos que eles têm uma semana para impedir o fim do mundo. 

A história é tratada com muita irreverência e trata de temas como viagem temporal e universos paralelos sem muito didatismo. Os grandes destaques vão para a excelente trilha sonora e o desenvolvimento dos personagens, que tiveram uma infância disfuncional e direcionada para um único propósito.  O mais perto que eles têm de uma figura paterna carinhosa é o chimpanzé Pogo, que fala articuladamente, com andar e roupa de humano, treinado desde cedo para agir como um mordomo do bilionário.

Luther, com seu tamanho descomunal e superforça que contrasta com a sua docilidade. Número cinco retorna aos seus irmãos com mente de adulto e corpo de criança enquanto Klaus, que se comunica com os mortos, inclusive com o falecido membro da equipe, precisa usar drogas para conviver com a sua habilidade. Vanya, por outro lado ressente a sua falta de poderes e sempre se sente inferior em relação a seus irmãos. 

A segunda temporada estreou no último dia 7 de agosto na Netflix. Criativa, divertida e inteligente, sem perder o foco em seus protagonistas, pois é o seu drama que move toda a narrativa. Uma nova perspectiva para um gênero aparentemente tão saturado. 

9 Filmes Trash de Terror

E aí, galera! Como estão?

Venho trazer hoje alguns filmes de terror trash pra vocês assistirem nessa quarentena. 

Para quem não sabe, filmes trash são aqueles filmes de baixo orçamento, feitos com custo e qualidade bem inferior aos filmes B. Ele é tecnicamente mal feito, sabe? No terror, por exemplo, chega até a ser engraçado, de tão mal feito hahaha

Espero que gostem das dicas! 

1) Os Palhaços Assassinos do Espaço Sideral (1988) – Esse é um dos meus favoritos. Tenho lembranças de assistí-lo quando eu era criança, principalmente da cena do algodão-doce e pipoca… Nesse filme, os Palhaços são extraterrestres e a nave deles é um circo. É Sensacional hahaha

 

2) O Ataque dos Tomates Assassinos (1978) – Ele é considerado um dos melhores filmes trash e deu origem a 3 continuações. 

 

3) Rubber, O Pneu Assassino (2010) – é um filme de comédia e terror francês com direção de Quentin Dupieux. Foi exibido em Cannes.

 

4) Planeta Terror (2007) – Filme que deu origem ao Machete e tem a participação de Josh Brolin, Bruce Willis e Fergie.

 

5) Mar Negro (2014) – O filme brasileiro é o terceiro da trilogia iniciada com “Mangue Negro” (2008) e “A Noite do Chupacabras” (2011). 

 

6) Geladeira Diabólica (1992) 

 

7) Náusea Total (1987) – é um filme neozelandês. Por causa da quantidade de cenas bizarras, mesmo que eles tenham cortado várias cenas, o filme foi banido da Austrália.

 

8) O Vingador Tóxico (1984) – é o filme mais famoso da produtora Troma Entertainment. 

 

9) A Coisa (1985)

A dimensão paralela da literatura em “Os Livros Que Devoraram Meu Pai”

 
“Os poetas e os romancistas são aliados preciosos, e o seu testemunho merece a mais alta consideração, porque eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas que a nossa sabedoria escolar nem sequer sonha ainda.” Sigmund Freud
 
 
A literatura não é apenas uma “imitação” da realidade. Ouso dizer que se trata de um mundo à parte, ou dimensão paralela, que conseguimos acessar através da leitura de um bom livro, capaz de assumir o papel de portal, escancarado, permitindo o acesso a essas outras infinitas terras.
 
Em Os Livros Que Devoraram Meu Pai, de Afonso Cruz, editora Leya, a possibilidade de acessar esse universo distinto foi desenvolvida de modo extraordinário. Na história, o entediado escriturário Vivaldo Bonfim mergulha, em segredo, nos seus livros preferidos durante o expediente na repartição financeira onde trabalha. Até que, literalmente, desaparece em uma das obras, um exemplar de A Ilha do Dr. Moreau, de H.G.Wells.
 
Seu filho, Elias Bonfim, nasce pouco tempo depois do insólito incidente. E, até seu aniversário de doze anos, acredita que o mesmo havia morrido de um ataque cardíaco. Era o que todos diziam, ou preferiam acreditar. Pelo menos era mais aceitável que a história verdadeira, que é contada, finalmente, pela sua avó paterna ao entregar-lhe a chave do sótão que era de Vivaldo, repleto de seus livros favoritos, inclusive, A Ilha do Dr. Moreau. Elias, então, inicia uma busca por pistas sobre o paradeiro de seu pai, em uma jornada incrível entre livros clássicos, personagens inesquecíveis e a presença amiga do cachorro Prendick que surgiu de forma inusitada em suas incursões literárias.
 
Em paralelo com sua busca pelo pai, Elias Bonfim narra sua amizade com Bombo – menino espirituoso que sofre de diabetes e aprecia contos chineses – e sua paixão platônica por Beatriz que, segundo Elias, era a menina mais linda da escola, com o “sorriso escrito à mão”.
 
A versão da obra pela editora Leya traz algumas ilustrações que delimitam os capítulos. Desenvolvidas por Mariana Newlands, são monocromáticas, singelas e divertidas.
 
 
A história, perfeita para quem ama livros, vai deixando pequenas pistas e referências ao longo do caminho. Cuidado, apenas, para não mergulhar de vez no mundo dos livros, assim como aconteceu com Vivaldo Bonfim.
 
 
Sobre o autor
Afonso Cruz nasceu em Fiqueira da Foz, Portugal, em 1971. Além de escritor premiado, também é ilustrador, produtor de filmes de animação e compositor. Escreveu outros quatro livros: A Carne de Deus, Enciclopédia da Estória Universal, A Contradição Humana e A Boneca de Kokoschka.
 
 
Sobre a ilustradora
Mariana Newlands é designer gráfica, ilustradora e fotógrafa. Estudou Desenho Industrial na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e Design Gráfico e Computação Gráfica na Parsons School of Design, em Nova York. Formou-se mestre em literatura, também na PUC, escrevendo sobre bibliomania.
 
 
Curiosidades
Afonso Cruz recebeu os seguintes prêmios literários: Conto Camilo Castelo Branco (2010), Autores SPA/RTP (2011), White Ravens (2011), Menção Especial do Prêmio Nacional de Ilustração (2011) e Prêmio Literário Maria Rosa Colaço (2009);
Afonso Cruz é membro da banda The Soaked Lamb.
 
 
 
Trecho do livro
“Minha avó diz que isso pode acontecer quando nos concentramos verdadeiramente no que lemos. Podemos adentrar um livro, como aconteceu com meu pai. É um processo tão simples quanto nos debruçarmos em uma varanda, só que muito menos perigoso, apesar de ser uma queda de vários andares. Sim, porque a leitura das coisas pode ter muitos andares. Soube pela minha avó que um tal Orígenes, por exemplo, dizia existir uma primeira leitura, superficial, e outras mais profundas, alegóricas. Não vou me alongar nesse tema, basta saber que um bom livro deve ter mais do que uma camada, deve ser um prédio de vários andares. O rés do chão não serve à literatura. É adequado para a construção civil, é cômodo para quem não gosta de subir escadas, útil para quem não pode subir escadas, mas, para a literatura, são necessários andares empilhados uns sobre os outros. Escadas e escadarias, letras abaixo, letra acima.”
 
 
Fonte
– Informações contidas no próprio livro.

O visual diferenciado e desafiador de Legion

Legion é uma adaptação dos quadrinhos sobre um personagem ligado ao universo dos X Men. Seu protagonista David é filho de ninguém menos que o Professor Xavier com Gabrielle Haller, uma paciente de um instituto para sobreviventes do Holocausto onde Xavier estava trabalhando. Ele é um mutante nível Ômega, uma espécie rara com poderes que parecem ultrapassar os limites conhecidos. 

Quando a história tem início ele está internado em uma instituição psiquiátrica, pois foi convencido que na verdade é um paciente com esquizofrenia e todas as experiências ligadas às suas habilidades na verdade são alucinações de sua mente. Durante a sua estadia no local ele conhece Sydney Barret, que possui o dom de trocar temporariamente de corpo com outras pessoas através do toque.  

Juntos eles vão gradativamente descobrindo que na verdade são prisioneiros de um grupo denominado Divisão 3, que procura estudar e isolar os mutantes, pois temem o seu impacto no convívio entre os humanos. 

O grande destaque para a série se resume ao seu visual, com sua montagem caleidoscópica aliada a uma trilha sonora idílica, trazendo algo totalmente diferente e ousado no que tange a adaptações de quadrinhos envolvendo super-heróis, especialmente os ligados ao universo dos famosos mutantes.  

A narrativa aparentemente desconexa permite que o espectador tenha empatia pelo protagonista, um ser em constante questionamento existencial que tem extrema dificuldade em separar, passado, presente, futuro, realidade ou fantasia, já que grande parte da história se passa na verdade dentro de sua mente, gerando uma espécie de fusão entre “X Men” e “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”. O resultado final é extremamente interessante e definitivamente traz uma nova leitura para esse universo.

 

A série inclui várias reviravoltas incluindo uma grande quantidade de personagens igualmente fascinantes ao casal protagonista, como um casal de irmãos gêmeos que compartilham do mesmo corpo, um arquiteto de memórias e um homem que vive dentro de um cubo de gelo inserido no plano astral e gosta de poesia beatnik 

É muito bom poder desfrutar de produtos como esse, que desafia o seu público a caminhar por caminhos tão tortuosos e fascinantes, deixando para trás o medo de se perder nessa realidade tão criativa. A terceira e última temporada estreou dia 08 de Julho na Netflix. 

Dia de Rock, Bebê!

Tá, o Dia do Rock foi ontem, mas vamos de clichê que “dia de rock é todo dia” e indicar filmes maravilhosos pra apreciar que nem vinho: gota a gota.

Mas você sabe por que dia 13 de julho é considerado o Dia do Rock? Bom, há 35 anos acontecia, simultaneamente em Londres, Inglaterra, Filadélfia e nos Estados Unidos, o Live Aid, um evento que tinha como objetivo conscientizar a população mundial sobre a drástica pobreza e a fome na Etiópia. Mas, antes desse evento acontecer e a data ficar marcada, o responsável pelo evento, Bob Geldof, procurou diversos amigos, como Bono Vox, The Edge, Paul McCartney, Midge Ure e Boy George, para estarem com ele ajudando a melhorar a situação da Etiópia. Fizeram um single, que alcançou o título de single mais vendido da história do Reino Unido. Para aumentar ainda mais a arrecadação, Bob idealizou e fez acontece o Live Aid.

E, como já estamos falando do Live Aid, começo indicando esse filme maravilhoso sobre a vida de Freddie Mercury. Espero que gostem das dicas <3

 

1) Bohemian Rhapsody (2018) – Freddie Mercury (Rami Malek) e seus companheiros Brian May (Gwilyn Lee), Roger Taylor (Ben Hardy) e John Deacon (Joseph Mazzello) mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen, durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas.

 

2) The Runaways (2010) – Los Angeles, 1975. Joan Jett (Kristen Stewart) tinha o sonho de montar uma banda de rock, formada apenas por mulheres. Ela encontra apoio em Cherrie Currie (Dakota Fanning), que integra a banda, e no empresário Kim Fowley (Michael Shannon). Com ele as integrantes da banda The Runaways levam uma vida desajustada e, apesar de apresentarem um som cru, alcançam o sucesso graças ao talento de Joan e o visual sensual de Cherie.

 

3) Escola do Rock (2004) – Dewey Finn (Jack Black) é um músico que acaba de ser demitido de sua banda. Cheio de dívidas para pagar e sem ter o que fazer, ele aceita dar aulas como professor substituto em uma escola particular de disciplina rígida. Logo Dewey se torna um exemplo para seus alunos, sendo que alguns deles se juntam ao professor para montar uma banda local, sem o conhecimento de seus pais.

 

4) The Dirt: Confissões do Motley Crue (2019) – Considerada uma das mais importantes bandas da história do Glam Metal, Mötley Crüe foi responsável por dar rosto a uma vertente do Rock que, até então, não era muito bem vista pelo público em geral. Vivendo no ápice do estrelato nas décadas de 80 e 90, seus membros vivenciaram todo o glamour de ser um rockstar — até nos momentos mais improváveis.

 

5) Idênticos (2014) – Durante a Grande Depressão nos Estados Unidos, um casal pobre tem dois filhos gêmeos. Incapazes de cuidar das duas crianças, eles aceitam dar um dos garotos à família de um pastor evangélico, cuja esposa é infértil. Os irmãos crescem separados, e têm carreiras muito distintas: enquanto um se torna um grande ícone da música, o outro luta para seguir a carreira religiosa que seu pai adotivo preparou para ele.

 

6) La Bamba (1987) – Richard Stephen Valenzuela, mais conhecido como Ritchie Valens (Lou Diamond Phillips), marcou o final dos anos 50 com uma carreira meteórica, recheada de sucessos e pontuada por uma das canções mais famosas de todos os tempos: “La Bamba”.

 

7) Cadillac Records (2008) – 1947. O Chess Records é um pequeno estúdio musical, localizado na parte sul de Chicago. De início trabalha o blues, tendo como principais ícones Muddy Waters (Jeffrey Wright) e Little Walter (Columbus Short). Chuck Berry (Mos Def), um dos precursores do rock, também gravou nele. Leonard Chess (Adrien Brody) é o produtor do estúdio e tem um ouvido refinado para identificar diferentes tipos de música. Ele acredita que pode ganhar dinheiro ao assinar com talentos ascendentes do meio musical, como o compositor Willie Dixon (Cedric the Entertainer) e Howlin’ Wolf (Eamonn Walker). Leonard os trata como se fosse parte de sua família, o que não é algo simples pela grande quantia gasta para que esta situação aconteça. Quando Chuck Berry é preso, ele decide apostar no talento de outra cantora: Etta James (Beyoncé Knowles).

 

8) The Beach Boys: Uma História de Sucesso (2014) – Brian Wilson (John Cusack) fundou os Beach Boys, uma das bandas mais populares do Estados Unidos nos anos 1960. Mas, ao longo de sua vida, luta com seus problemas mentais, enquanto dependente de uma série de drogas e se isola da sociedade. O Doutor Eugene Landy (Paul Giamatti) torna-se fundamental na recuperação de Brian, além da esposa do músico, Melinda Ledbetter (Elizabeth Banks), quem o ajudou a se reerguer.

 

9) The Rolling Stones: Shine a Light – um filme documentário sobre a banda inglesa The Rolling Stones durante um show da turnê A Bigger Bang Tour, além de apresentar imagens de arquivo da carreira da banda. O documentário inclui também os artistas Christina Aguilera, Jack White e Buddy Guy, cantando uma canção cada junto com os Stones.

 

10) Purple Rain (1984) – The Kid (Prince), um jovem músico, vive uma difícil situação em sua casa, onde precisa enfrentar um contexto abusivo. Além disso, sua carreira na música não anda nada bem: para Kid, The Time, a banda que o acompanha não se esforça o suficiente. Então, determinado a virar o jogo, Kid faz de tudo para dar a volta por cima tanto em sua vida pessoal quanto em sua carreira.

 

11) This Is Spinal Tap (1984) – A banda inglesa de heavy metal Spinal Tap está em turnê pelos Estados Unidos. Um cineasta americano decide filmar a passagem da banda pelo país, mas a turnê não sai como o esperado e algumas apresentações são canceladas.

 

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