Rio de Janeiro: Cidade de Terror e Medo

Rio de Janeiro, um dos maiores destinos turísticos da América Latina, conhecido por sua beleza natural extraordinária, também é povoado por mistérios insondáveis. Pois, assim como todas as outras grandes cidades do mundo, também possui suas lendas urbanas.
Pensando-se nisso, o autores do coletivo “Casa do Medo” reuniram contos surpreendentes em uma coletânea chamada “Rio de Janeiro: Cidade de Terror e Medo”, que expõe narrativas sombrias sobre alguns episódios ocorridos em bairros da cidade maravilhosa.
São, ao todo, 13 contos, repletos de sangue, fantasmas, zumbis e psicopatas que testam nossa coragem, destilando pavor em Copacabana, São Cristóvão, Inhaúma, Ilha do Governador, Centro, Jacarepaguá, Lagoa, Parada de Lucas, Tijuca, Botafogo e Ponte Rio Niterói.
Evidentemente, cada autor conta, de forma peculiar, a sua história. No entanto, todos possuem, em comum, um enorme talento de remexer com nosso imaginário, nos remetendo a cada cenário e época, de forma precisamente assustadora.
A capa do livro, em aquarela, foi produzida pelo autor e ilustrador Felipe Campos, que integrou a antologia com os contos “Ano Novo/Celular/Rapaz” e  “Travessias”.
Paulo Ballado, o organizador da antologia, escreveu os contos “Cavalo Branco” e “Dois Filhos”. Participaram, também, os autores Alexandre D’Assumpção, Alexandre Guimarães, Denis Sevlac, Elaine Michele, Fabiano Costa e Juliana Pitta.
Excelente obra para os curiosos e amantes do terror! Nunca mais verei a Lagoa Rodrigo de Freitas da mesma forma…
O livro pode ser adquirido através do site da Editora Guardião (http://guardiaoeditora.wixsite.com/guardiaoeditora/rio-de-janeiro-cidade-de-terror-e-m)
 Trecho do livro:
“- Mas de onde você vem?
– Eu não sei bem, ainda estou confuso. Desde que o circo pegou fogo, ando confuso. Mas já entendi que não estou mais vivo, só sei que não estou morto… Não como deveria estar! Rapaz, quase todo mundo queimou! Inclusive as crianças.”

A Bíblia do MMORPG (Massive Multiplayer Online Roleplaying Game)

 MMORPG ou Massive Multiplayer Online Roleplaying Game (Jogo de Interpretação de Personagens Online em Massa para Multijogadores), como o próprio nome descreve, é um jogo de computador que permite a participação simultânea de vários jogadores. Trata-se da variação do conhecido “RPG de mesa” ou “RPG de tabuleiro” e de um subtipo do Massively Multiplayer Online Game (Jogo Online para Multijogadores).

Assim como o RPG de mesa, o MMORPG é uma plataforma colaborativa no qual os jogadores assumem papéis de personagens que agem de acordo com um conjunto de regras, dentro de um mundo virtual amplamente dinâmico.
 Exemplo de MMORPG, o “AdventureQuest 3D”
 O interesse por essa modalidade fantástica cresce cada vez mais e foi pensando nesse público específico que a editora Autografia lançou A Bíblia do MMORPG (Massive Multiplayer Online Roleplaying Game), de Richard Stankevicius “Paranoid”.

Direcionado mais especificamente para o RPG online, estilo WoW (World of Warcraft), trata-se de uma metáfora onde o autor assume o pseudônimo “Paranoid” (nome que nasceu devido à sua predileção pela banda inglesa Radiohead, principalmente pela música Paranoid Android) e elucida o mundo RPG utilizando-se da Bíblia, com passagens adaptadas dos livros Gênesis, Evangelho Segundo São Mateus, Apóstolos, Timóteo, Tiago e Coríntios. Desse modo especialmente original, são abordadas, de forma consciente mas muito bem humorada, questões técnicas e comportamentais de seus jogadores e da sociedade como um todo.

É um livro de bolso, estilo manual, que traz instruções para jogadores iniciantes, tabelas estruturais, um guia de controladores de joysticks, sugestões de ergonomia e um glossário bem abrangente.

Divertido e de fácil entendimento, pode ser apreciado tanto pelo gamer mais experiente quanto por quem deseja ingressar nesse mundo fantástico ou, simplesmente, conhecer um pouco mais sobre o assunto.

O livro pode ser adquirido através do site da editora Autografia:
Link para comprar


Sobre o autor:

Richard Stankevicius é músico, escritor e fundador do L33T no Brasil, um clã do MMORPG Forsaken World. Durante a década de 90 ampliou seu estilo musical e estudou a fundo a Bíblia Sagrada, sua fonte de inspiração para a criação deste livro.

Trecho do livro:
“E disse Paranoid: Espalhem-se as águas debaixo dos céus, destruindo parte da Terra. E que haja mobs* por todos os lugares. E assim se fez.”

* Mobiles ou monstros virtuais.



Fontes:
– https://pt.wikipedia.org/wiki/Massively_multiplayer_online_role-playing_game
– https://www.kickstarter.com/projects/artix/adventurequest-3d/community
– Informações contidas no próprio livro.

Resenha de Andreia Marques

Crônicas de Jerusalém: Tudo junto e segregado

Jerusalém é sem dúvida uma das cidades mais antigas do mundo e de suma importância para as três mais significativas religiões do planeta: judaísmo, cristianismo e islamismo. Palco e razão de inúmeros conflitos, ela segue imponente e complexa, como podemos perceber no relato verossímil do quadrinista canadense Guy Delisle: “Crônicas de Jerusalém”.
Acompanhando a esposa que faz parte da organização “Médicos sem fronteiras” ele faz um relato do ano de 2011 que passou com seus dois filhos (uma menina e um menino) na cidade em questão, como já havia feito em “Crônicas Birmanesas”.Em seu currículo também constam “Pyongyang” e “Shenzhen”, viagens motivadas pelo seu trabalho como animador.
 
Sua ótica  imparcial e despretensiosa (em determinado momento agradece a Deus por ser ateu) permite uma visão mais rica de um local onde transportes e lojas funcionam em horários diferentes e específicos para cada religião, inúmeros bloqueios da ONU localizados pela cidade forçam os habitantes a estar constantemente mostrando documentos e grupos religiosos diferentes convivem na mesma cidade sem interagirem entre si mesmos. Tudo é retratado de forma bastante casual e irreverente, sem o viés político e ácido do quadrinista JoeSacco, com quem ele é confundido certa vez, durante a sua estadia na região. 
 
 
A sexta-feira é sagrada para os muçulmanos, o sábado para os judeus e o domingo para os cristãos, fator esse que gera inúmeras consequências, sendo uma delas o funcionamento da escola apenas quatro dias por semana.
Em um determinado momento ele é informado de que não são vendidos sorvetes durante a Páscoa Judaica porque a casquinha tem fermento e nada com esse ingrediente pode ser vendido na referida época. Ele tenta argumentar que não é judeu e o vendedor lhe devolve um sorriso amarelo, como quem não pode fazer nada para ajudá-lo. Esses e outros momentos bem humorados permitem uma leitura atraente e descompromissada das desventuras de um protagonista que precisa se acostumar com um novo conjunto de regras e itinerários bastante confuso.
 
 
 
Outra passagem que vale menção é quando ele percebe que está pisando em um dos calçamentos mais antigos da cidade e fica maravilhado, pensando que provavelmente Jesus e seus apóstolos tenham passado por ali, enquanto sua mulher e filhos seguem indiferentes ao seu entusiasmo.
 
O autor tenta várias vezes explicar a confusa dinâmica na região e a razão dos conflitos que já existem há vários anos, mas felizmente não consegue, já que estamos tratando de algo tão natural à nossa distorcida, incoerente e admirável natureza humana. Como dizia o escritor irlandês Jonathan Swift “Nós temos a religião suficiente para nos odiarmos, mas não a que baste para nos amarmos uns aos outros.”