A história da nossa vida e o filme A Chegada

Fisicamente, tempo e espaço são duas grandezas correlacionadas entre si. Mas a nossa jornada por essa fusão chamada espaço-tempo só começou no século passado, quando Albert Einstein publicou as derivações matemáticas que fundaram a Teoria da Relatividade Geral (link para os trabalhos em inglês). Esse trabalho revolucionou a maneira como toda a humanidade interpretara o tempo até então, e como pensara sobre estruturas físicas de larga escala — planetas, galáxias, e basicamente todo o universo em si. Essa teoria apresenta uma constatação matemática sobre como nós viajamos no tempo. Sempre na direção do futuro, evidentemente, passando por um breve presente, deixando tudo no passado (esse último uma época que, fisicamente, também seria revisitável).

No livro A História da Sua Vida (e outros contos), de Ted Chiang, a ideia da passagem do tempo e suas interpretações é explorada no conto homônimo. Nele, uma linguista renomada, Louise Banks é convocada a traballhar na interpretação de sinais dos heptápodes, criaturas misteriosas que simplesmente pousaram na Terra em 12 diferentes localidades, com 12 diferentes naves de 450 metros de altura. Naturalmente, a questão fundamental (qual o propósito deles na Terra?) é a que urge por ser respondida. Mas qualquer resposta requer comunicação. Qualquer tentativa de comunicação requer compreensão e um vocabulário em comum entre locutor e interlocutor. Nesse jogo, Louise sai à frente de todos os outros especialistas do mundo todo e consegue extrair os primeiros sinais de comunicação dos heptápodes, no que parecem ser manchas circulares extremamente complexas. Como interpretá-las? Bem, isso ela consegue descobrir após algumas semanas. Agora o significado de tudo é muito mais profundo.

A nossa noção de tempo, hoje, é atrelada ao espaço. Mas o tempo em si, visceral como é, em sua divisão de passado, presente e futuro, também é uma questão das nossas limitações humanas, demonstrada por nossa maneira de deixar escritos por aí, atos que datam milhares de anos. A escrita heptápode, porém, é transcendental. As estruturas são uma fusão perfeita entre passado, presente e futuro: há uma interconexão fundamental, que começa justamente pela forma como eles se expressam. E nesse jogo temporal, Ted Chiang nos prende em seu conto, de maneira que passemos a questionarmos por nós mesmos qual a nossa relação com o tempo. Isso, claro, como se pudéssemos fazê-lo de uma maneira consciente.

A ideia transcendeu as páginas dos livros e foi parar nas telas de cinema, no filme A Chegada, estrelado por Amy Adams no papel de Louise e Jeremy Renner no papel de um físico teórico que também contribui para a tradução das mensagens. Uma das características principais no filme é como o silêncio é tratado em todas as cenas, numa metalinguagem interessante, uma vez que o tema central é a comunicação. O filme, para alguns, pode ser mais sobre a conexão da raça humana para lidar com a invasão alienígena. A temática, em si porém, vai muito além. O sentido muito mais profundo encontra-se na maneira como a história é contada. A carga emocional nas memórias do passado, presente e futuro de Louise são fundamentais para o grande desfecho do filme, assim como foi do conto.

O contato com heptápodes, criaturas de outra realidade desconhecida, nos põe a pensar sobre o modo de enxergar a vida. A fluidez no espaço-tempo dessas criaturas é sumarizada justamente na escrita. A partir do momento que Louise entra em contato com tais escritas, nota-se a influência sobre as suas memórias. Todas elas. Presente, passado e futuro, reunidos em um só acontecimento. Em um conto diferente do livro, Entenda, temos uma descrição praticamente exata de como os heptátpodes se comunicam:

Minha nova língua está tomando forma. Ela é orientada à Gestalt, configurando-se de maneira notável para o pensamento, mas impraticável para escrever ou falar. Não seria transcrita na forma de palavras dispostas de forma linear, mas como um ideograma gigante, para ser absolvido inteiro. Tal ideograma poderia transmitir, de modo mais deliberado que uma imagem, o que mil palavras não conseguem. A complexidade de cada ideograma seria proporcional à quantidade de informação contida; eu me divirto com a noção de um ideograma colossal que descreva todo o universo.

Nossa maneira de descrever o universo, como raça humana, ainda é incompleta e pouco eficiente. Nossas maiores ferramentas, a Física e a Matemática, ainda enfrentam enormes desafios para uma descrição de uma Teoria de Tudo. Quando a nossa ferramenta de comunicação maior, a Ciência, puder descrever tudo, talvez possamos dar um passo rumo à fluidez dos heptápodes, desta vez, transcendendo dos livros e das telas para a nossa própria realidade. A história das nossas vidas contará.

Snyder Cut: Há esperança para a Liga da Justiça ?

Zack Snyder parece sofrer de um problema recorrente: alguns de seus filmes não chegam ao público como deveriam e isso acaba gerando críticas negativas em relação aos mesmos.  Alguns exemplos mais recentes são Batman V Superman (Cuja versão do Diretor realmente amarra muitas pontas soltas), Madrugada dos MortosSucker Punch e Watchmen.

         Seguindo esse raciocínio, muitos fãs ficaram anos pedindo nas redes sociais O SnyderCut de Liga da Justiça, filme que reúne os grandes heróis da DC que fracassou nas bilheterias e gerou boatos de reboot e causou a saída de Bem Afleck e Henry Cavill dos papéis principais.

         Agora, três anos após o seu lançamento, o filme ganhará uma versão estendida para streaming em 2021, no canal HBO Max. Uma das maiores mudanças apontadas até agora será a aparição do icônico vilão Darkseid, interpretado pelo ator Ray Porter. Mas nada é tão fácil quanto tirar simplesmente o filme do armário. Muito será refilmado, efeitos especiais e outros gastos que giram em torno de R$ 158 milhões.

         Com isso, surge a esperança de que essa franquia tão amada pelos fãs ganhe um novo respiro e possa alavancar um universo compartilhado para rivalizar com o Marvel Cinematic Universe que por sua vez já está prestes a iniciar a sua quarta fase.

 

O morrer de amor em Prosa Delirante, de Vicente Portella

“Onde aprender a odiar para não morrer de amor?”, indagou, certa feita, Clarice Lispector, demonstrando seu receio às “dores do coração”.

Mas o medo de morrer de amor não é uma preocupação comum a todo literato. O francês Victor Hugo, por exemplo, declarou que “vós, que sofreis porque amais, amai ainda mais. Morrer de amor é viver dele”. E, quase o mesmo, validou nosso conterrâneo Mario Quintana, quando afirmou que “tão bom é morrer de amor e continuar vivendo”.

Quando o assunto é mergulhar de cabeça em um grande amor as opiniões são as mais diversas. Mas, é fato que todos carregamos lembranças, sejam de amores consumados, sejam de paixões não correspondidas ou platônicas. Pois, segundo o filósofo Aristóteles, o homem é um animal social, portanto, dado a sentimentos profundos.

No livro Prosa Delirante, de Vicente Portella, Chiado Editora, Eduardo, um sexagenário excêntrico, delira, agoniza e morre em plena praça pública. Não, isso não se trata de um spoiler, o mesmo encontra-se escrito na primeira orelha do livro. Pois, o ponto máximo desta obra não está na morte do protagonista, mas, sim, em sua existência, que foi intensa em todos os sentidos, se entregando às mais tórridas experiências, experimentando amores que iam do terno ao avassalador, tudo em busca da validação de sua existência, de algo que não o deixasse se transformar na multidão de almas mortas, como lhe pareciam os demais.

A obra, escrita em prosa poética, é narrada em primeira pessoa, ao estilo flashback. Através de períodos breves e cadenciados, o autor brinca com a formalidade da língua, expondo uma beleza de texto que seduz lentamente o leitor.

E, enquanto as lembranças desfilam na mente delirante do velho Eduardo, sua história decorre pari passu à história do Brasil, tendo como plano de fundo, as profundas mudanças políticas e sociais que vivenciou, como o mandato de Getúlio Vargas, o regime militar, entre outros acontecimentos históricos.

Sobre suas paixões pregressas, o sexagenário experimenta, nos últimos minutos que lhe restam, cada momento, doce ou amargo. Deixando-nos a sensação de que, independente de sofrer ou não por amor, o mais importante, de fato, é amar.

 

Sobre o autor:
Vicente Portella é escritor, compositor e poeta. Nasceu na cidade de Duque de Caxias, região metropolitana do Rio de janeiro, em 1966. Publicou mais três livros: “Luz da sobra”, “Os Anjos do Pé Sujo”, e “O Parto do Pensamento”, em parceria com Elaine Caldas.
Fanpage: www.facebook.com/prosadelirante

 

Trecho do livro:
Não sei se Amanda era Amanda. Nem me lembro do nome dela, na verdade. Mas aquele rosto, aquela boca, aquela ruga delicada na fronte escancarando a beleza dos olhos, aquela rua da Tijuca. Com certeza era Amanda. E se não era, era a lembrança dela. A miragem.”

 

O livro pode ser adquirido através do site da editora Chiado: https://www.chiadobooks.com/livraria/prosa-delirante

 

Apostas,intrigas e traições em Peaky Blinders

A ambição move a humanidade desde os tempos imemoriais. Faz parte da natureza humana a busca por uma posição respeitável na sociedade e dinheiro suficiente para saciar todas as vontades que porventura surgirem. Vale acrescentar, porém que ela tanto pode alavancar uma carreira de sucesso como se tornar um trem sem freios rumo a um desfiladeiro. As apostas são altas e os Shelby de Peaky Blinders não sabem jogar de outra maneira. 

Ambientada na Inglaterra durante o período entre a primeira e a segunda guerra, a série britânica acompanha uma família de descendência cigana que comanda uma gangue na cidade de Birmingham. Seu líder Tommy é um ex-soldado condecorado que busca conquistar o seu espaço na sociedade daquela época, construindo seu império ao lado da tia Polly e dos irmãos Arthur, John, Ada e Finn.   

É bem curioso apontar como eles utilizam essa mística em torno de sua herança étnica para manipular as corridas de cavalos, fingindo enfeitiçar os animais à vista de alguns que se encarregam de espalhar os boatos. 

Após um incidente envolvendo um roubo de armas, passam a ser perseguidos pelo implacável inspetor Chester Campbell, que também está atrás do namorado socialista da irmã deles. Entra em cena a policial infiltrada Grace que começa a trabalhar no pub da gangue para coletar informações.

 

A narrativa explora de forma bastante rica todo o contexto histórico e como os Shelby foram traumatizados pela guerra, tendo pesadelos recorrentes e um instinto violento, no caso de Arthur, que simplesmente não vai embora, sendo mitigado por álcool e lutas de boxe. As rivalidades entre as gangues e todo o jogo de alianças momentâneas entre as diferentes facções como os irlandeses, os comunistas e até os policiais deixam o espectador sempre apreensivo, o que é genial. Ninguém é confiável. Tudo pode mudar num estalo. 

O nome da série é referente ao apelido das gangues inglesas daquela época, que eram em sua maioria formada por trabalhadores desempregados e párias da pior espécie, que tinham um vestuário bem particular e cujas ações envolviam roubos e apostas em corridas de cavalos. A excelente trilha sonora com músicas contemporâneas ao lado de uma reconstituição de época impecável são um espetáculo à parte e elevam ainda mais o nível de qualidade da produção.  

 

A beleza essencial da poesia em “Nem tudo que voa é pássaro”

“Mesmo que você fuja de mim
Por labirintos e alçapões
Saiba que os poetas como os cegos
Podem ver na escuridão.” – Chico Buarque

 

O poeta e o filósofo têm muito em comum. A particularidade mais manifesta entre os dois é a curiosa habilidade de contemplar tudo aquilo que passaria despercebido para a maioria das pessoas. Não que apenas os poetas e os filósofos sejam capazes de observar nas entrelinhas. Mas, ambos exercitam essa visão diferenciada de mundo com tanta frequencia, pra não dizer sempre, que respiram e transpiram admiração.

Particularmente, amo a poesia. Com ela, diz-se tanto, com tão pouco. A mente viaja com apenas algumas linhas de uma setença abstrata. Como disse o filósofo iluminista francês Voltaire, “um mérito inegável da poesia: ela diz mais e em menor número de palavras que a prosa”.

Enfim, existem tantos motivos pra afirmar que o mundo precisa de poesia. Talvez o principal deles é que a maioria de nós vive de forma automatizada. Os pequenos detalhes raramente são captados por nossos olhos, porque, geralmente, estão voltados para as telas, para as pequenas e grandes telas, espalhadas por todo lado! E, livros como Nem Tudo que Voa é Pássaro, de Valéria Rezende, editora Katzen, nos convidam a olhar para as infinitas possibilidades. Lançando o apelo sutil, embora evidente, de que a vida real não seja desperdiçada.

A obra é uma coletânea de poemas, da qual tive o imenso prazer de escrever a primeira orelha e a sinopse de capa. Os versos da autora Valéria Rezende são, ora doces, ora intensos, com uma beleza ímpar, que faz a gente fluir pelas páginas com o coração inebriado e a imaginação ativa.

A autora, que é doceira, consegue extrair beleza do que poderia ser corriqueiro, de forma alquímica! Como a querida e saudosa Cora Coralina (que também era doceira), transforma o simples em beleza rara. A beleza essencial que o mundo precisa!

 

Sobre a autora:
Valéria Rezende nasceu na Zona Norte do Rio de Janeiro, é casada, tem um casal de filhos e trabalha como doceira. Dança, desenho e literatura sempre fizeram parte da sua vida. Nem tudo que voa é Pássaro é o seu primeiro livro.

 

Trecho do livro:
Depois da Transformação
Liberta
Abstrai o medo de voar
Longe vai
Saboreia o horizonte
Num galanteio
Que chega a hipnotizar”

 

O livro pode ser lido através do site da editora Katzen: https://katzeneditora.com.br/nem-tudo-que-voa-e-passaro

Fontes: – Informações contidas no próprio livro.

100 FILMES, SÉRIES E DOCUMENTÁRIOS PARA DESPERTAR UMA NOVA CONSCIÊNCIA NA QUARENTENA

1. Energia do Pensamento – https://youtu.be/wdpR8RlJBUE

2. Turista Espacial (La Belle Verte) – https://vimeo.com/236845639

3. O Efeito da Sombra – Debbie Ford – https://youtu.be/rcfbxbihSsQ

4. A Profecia Celestina – https://youtu.be/MZf-i3Rk_8w

5. Nosso Lar – https://youtu.be/pcPeGMzd5tI

6. Conversando com Deus – https://youtu.be/sl4Gq62ePg4

7. Humano – Volume 1 – https://youtu.be/TnGEclg2hjg

8. Humano – Volume 2 – https://youtu.be/ZJ3cImzjNps

9. Humano – Volume 3 – https://youtu.be/RVWwGak3nQY

10. Os Crakras Iluminados – https://youtu.be/t_870Pxt7jk

11. A Biologia da Crença – https://youtu.be/FJQGC1GBHSY

12. Blueberry – https://youtu.be/EBdBXq5JLGI

13. The Shift – https://youtu.be/hdi0mTa-fDY

14. A Cabana – https://www.youtube.com/watch?v=acfAMwTk0lk

15. Kymatica – https://youtu.be/bOhU7Hlk_xE

16. Poder Além da Vida – https://youtu.be/ru7RMHpQPqc

17. O Segredo – https://youtu.be/9R_qja9jEz8

18. Coherence – https://youtu.be/t_S-aR6LWWQ

19. Home (documentário) – https://youtu.be/zFrUlbWPbBo

20. Quem Somos Nós – Volume 1 – https://youtu.be/JBSCanzPAfY

21. Quem Somos Nós – Volume 2 – https://youtu.be/M7dBhG0PWog

22. O Circo Borboleta – https://youtu.be/pBpFjBQgFro

23. Mundos Internos – Mundos Externos – https://youtu.be/7dBdywfSA2Q

24. O Princípio – https://bit.ly/the_principle

25. Fractais – Dimensão Oculta – https://youtu.be/KyXoYayHIFA

26. Evolução Índigo – https://youtu.be/5rWm-AvcmGs

27. Ho’oponopono – https://youtu.be/DvfnJdoJJUM

28. O Universo Conectado – https://youtu.be/BkImhQTPJG8

29. A Ciência dos Milagres – https://youtu.be/rBvhWcq2198

30. A Sombra de um Delírio Verde – https://vimeo.com/32440717

31. Energia Pura – https://youtu.be/VlHgmTNja5Y

32. O Universo Holográfico – https://youtu.be/Wy0i_vHq7bM

33. Thrive – https://youtu.be/bDqIM28MzhM

34. Sirius – https://youtu.be/QUSJUprr13k

35. A Origem – https://youtu.be/EkLQAY8vPts

36. Sr. Ninguém – https://vimeo.com/290909980

37. O Predestinado – https://youtu.be/wS3KlSAs0GE

38. O Doador de Memórias – https://youtu.be/g9qdp9eVjys

39. Todos Somos Um – https://youtu.be/vnNn2PnESuM

40. Eu Maior – https://youtu.be/V0gquwUQ-b0

41. Interstate 60 – Viagem sem Destino – https://youtu.be/zExx_Zppcuo

42. O Poder da intenção – https://youtu.be/w6BD_sd3ups

43. HIM – Além da luz – https://youtu.be/Nae2Z5T–to

44. The Moses Code – https://youtu.be/suMSGutjhcM

45. Você Acredita? – https://youtu.be/QasCM1Mpflo

46. Awara Nane Putane – Uma História do Cipó (Animação) – https://vimeo.com/72352580

47. Além do impossível – https://youtu.be/l1VIquAhh6g

48. O Guardião de Memórias – https://youtu.be/YK2NUELtLFE

49. Zeitgeist: The Movie – https://youtu.be/5R_Vm2wCQj4

50. Zeitgeist: Addendum – https://youtu.be/Z71lo_OeD34

51. Zeitgeist: Moving Forward – https://youtu.be/SuiCYiwHptg

52. A Fonte da Vida – https://youtu.be/yvCaSAaPeUs

53. Salvo pela luz – https://youtu.be/5dYCoCjaKl0

54. Dead Man – https://youtu.be/9G0cwiMA4d0

55. Kangwaá – Cantando para Nhanderú – https://youtu.be/6poEuFqAe8E

56. Baba Aziz – O Príncipe que Contemplava sua alma – https://youtu.be/f9JnzGEDJd4

57. Sem Limites -https://www.facebook.com/nootropicobr/videos/1535406629830228

58. Doutor Estranho – https://youtu.be/L32iieCFoBw

59. SENSE8 – https://bit.ly/sense__8

60. A Fenda no Tempo – https://youtu.be/qXiPrPvYNII

61. Minha Vida na Outra Vida – https://youtu.be/sRSobEoTswI

62. Uma História de Amor e Fúria – https://youtu.be/aE1meL6qmRg

63. The Thirteenth Floor – https://youtu.be/q6u3baUoBXE

64. Xingu – Parte 1 – https://youtu.be/EBg8uGRIST8 / Parte 2 – https://youtu.be/lpAIJuVvIz0

65. O Sistema – https://youtu.be/ciVmvtJmLPQ

66. O Poder da Água – https://youtu.be/epoTVejvpEI

67. The Afterlife Investigations – https://youtu.be/v_SYq-EFuhE

68. Depois da Terra – https://youtu.be/KT2kIaR250Q

69. Matrix – https://youtu.be/NFR1SUz4yLw

70. Matrix Reloaded – https://youtu.be/yBJXhecMNUo

71. Matrix Revolution – https://youtu.be/pwXCHTweLDI

72. Os Três Desejos – https://youtu.be/BDKlWg9L0bA

73. O Preço do Amanhã – https://youtu.be/euQrskSt1eY

74. O Universo no Olhar – https://youtu.be/puQg76Xv4vE

75. Na Natureza Selvagem – https://youtu.be/2iXVADIlsF4

76. Minhas Vidas – https://youtu.be/Uttm51iL0tk

77. Era da Estupidez – https://youtu.be/_d4YDLK0jP0

78. As Leis da Eternidade (Animação) – https://youtu.be/bSTMPPwKxJA

79. As Leis do Sol (Animação) – https://youtu.be/44nN72E5JDg

80. Leis Místicas (Animação) – https://youtu.be/VOU1sBJBrH8

81. O Renascimento de Buda (Animação) – https://youtu.be/GhmaHtycEdk

82. O Sabor da Magia – https://youtu.be/e20Ry98JKW0

83. Realidade Espiritual – Viagem Interna (Animação) – https://youtu.be/UQCovqqfrjA

84. Eles Vivem – https://youtu.be/c9EfHz-uxRQ

85. The Letter Writer – https://youtu.be/x32hIp9gJxs

86. O Físico (The Physician) – https://youtu.be/MG3xN-ZRVU8

87. Contra o Tempo (Source Code) – https://youtu.be/5KZly-TaYB8

88. O Segredo da Felicidade – https://youtu.be/sa-9IBC4PTE

89. Mundos Opostos (Upside Down) – https://youtu.be/4_kjphLof6Q

90. Efeito Borboleta – https://youtu.be/MfSE2k9bqHg

91. O Céu é de Verdade – https://youtu.be/YEy1y6sRVgw

92. Abençoe-me, Ultima: A Curandeira – https://youtu.be/KzuuPVCCE5U

93. Índigo – https://youtu.be/X6ip_PnPJJ8

94. A História de Deus com Morgan Freeman (Documentário National Geographic) – https://youtu.be/aNSDbpkWyG0

95. Fringe (Série) – https://www.facebook.com/watch/?v=660492154380735

96. The O.A (Série / Netflix) – Trailer https://youtu.be/g2RrcSF4p4Y

97. Data Limite segundo Chico Xavier – https://youtu.be/4JxukHvGVzE

98. No meio de Nós (Documentário) – https://youtu.be/3iLwUxdeF4w

99. Samadhi – Parte 1: Maya, A Ilusão do Eu – https://youtu.be/Bw9zSMsKcwk

100. Samadhi – Parte 2: Não é o Que Você Pensa – https://youtu.be/oTGMpykBZ4A

Os caminhos tortuosos da vida em “O Poeta e o Guarda-chuva”

“O diabo desta vida é que entre cem caminhos temos que escolher apenas um, e viver com a nostalgia dos outros noventa e nove”. Fernando Sabino

Há quem defenda que somos frutos do nosso meio e que em nada podemos alterar nosso destino. Mas, basta um olhar um pouco mais atento sobre nossas escolhas passadas, para percebemos o quanto elas tiveram o poder de definir nosso presente.

Essa liberdade para decidir tem um preço. Como toda ação provoca uma reação, uma vez feita a escolha, não escapamos de suas consequências, boas ou ruins. É obvio que nem tudo na vida precisa ser tão definitivo. Algumas decisões erradas podem ser consertadas facilmente, outras, no entanto, criam uma cascata de alterações negativas, o chamado “efeito borboleta”, que pode mudar todo o rumo de uma história. Mas, ainda assim, é possível escapar da tragédia anunciada, promovendo pequenas mudanças ou, ainda, simplesmente, nos deixando ser salvos por algumas circunstâncias.

No livro O Poeta e o Guarda-chuva, de Ricardo Tagliaferro, editora Letramento, o personagem principal trilha caminhos tortuosos, que fatalmente o levarão à derrocada, restando-lhe, apenas, ser salvo pela sua arte, a poesia… Se ele assim permitir.

Na história, Vicent, que foi batizado assim por sua mãe, em homenagem ao pintor holandês Vicent Van Gogh, vive de forma bastante instável. Experimentou grandes amores e se perdeu em todos eles, angustiado com as dúvidas que lhe faziam beirar a insanidade.

O poeta, de temperamento forte e alma cética, tenta se manter dentro dos parâmetros morais e racionais comuns, mas sempre flertando com o lado obscuro, através de seus instintos e paixões, por vezes, incontroláveis. E, diante das dicotomias, é aconselhado por uma voz misteriosa que o acompanha por toda vida, tentando guia-lo pelos melhores caminhos.

Por seu talento, Vicent pode se tornar um grande artista, reconhecido e reverenciado na posteridade. No entanto, por suas decisões, seu fado pode ser a escuridão e o esquecimento.

O Poeta e o Guarda-chuva é um romance incrível, com drama desenvolvido de modo poético, mas muito realista. Seus personagens são críveis e sua história tão sincera, que poderia ser a de qualquer um de nós, responsáveis, que somos, por nossa próprias escolhas.

 

Sobre o autor:
Ricardo Tagliaferro nasceu em Pindamonhangaba (São Paulo), em 1992. Amante de fotografia e da produção editorial, publicou os livros “O poeta e o guarda-chuva”, “100 cartas de uma saudade” e “18 anos de solidão”. Participou de antologias poéticas no Brasil e em Portugal, além de participar como autor e organizador das coletâneas de poesias “Depois das 11” e “Café e Prosa”. Desconcertos é sua estréia no gênero contos.

 

Trecho do livro: “A voz a moça ecoava por toda a praça e Vicent se viu encurralado enquanto a salva de palmas ficava cada vez mais forte, e as pessoas o encaravam com um ar de respeito e admiração. Nascia ali um poeta. Um poeta que, acuado, correu para longe de tudo aquilo e fingiu que estava acordando de um sonho. A arte enfim o escolheu”.

 

O livro pode ser adquirido através do site da editora Letramento:
https://grupoeditorialletramento.com/shop/pre-venda-o-poeta-e-o-guarda-chuva/

 

A tábula rasa em “Além da Imaginação”

Twilight Zone”, ou “Além da Imaginação”, como é conhecido no Brasil, reúne um conjunto de histórias de variados gêneros como ficção científica, terror, drama, paranormalidade, distopia, futurismo, comédia ou superstição, onde pessoas tem as suas convicções colocadas em xeque-mate, quando confrontadas com uma situação específica. Acredito que essa seja a definição mais acertada, sendo que a proposta deste seriado é não ter definição nenhuma. Espere o inesperado. 

Criada em 1959 por Rod Sterling, que também apresentava e encerrava cada episódio no auge da Guerra Fria, um momento em que as pessoas viviam a paranoia comunista e a corrida espacial. Durou cinco temporadas e tornou-se um clássico instantâneo, ganhando alguns derivados sem muita importância. 

Em 1983 a série foi adaptada para o cinema e em 1985 ganhou um remake, que na verdade são apenas novas histórias mantendo a mesma pegada do original “ The New Twilight Zone”, que durou três temporadas. Em 1994 foi feito  um longa metragem para a televisão com o subtítulo: os clássicos perdidos de Rod Sterling.

 

Em 2002, ganhou outro remake, com a apresentação do ator Forrest Whithaker e agora mais um em 2019, apresentado por Jordan Peele, o diretor de “Corra” e “Nós”, dois recentes filmaços de terror, embora o mesmo tenha iniciado a sua carreira como comediante ao lado de Keagan-Michael Key. 

A safra mais recente conta com dez episódios e vem pegando embalo no sucesso de “Black Mirror”, que é um derivado do seriado original, porém cuja narrativa é inspirada num viés mais tecnológico. As novas histórias abordam temas como racismo, preconceito a imigrantes, machismo, o preço de certas piadas e o eterno duelo entre o escritor e o seu material de inspiração, trazendo ainda uma discussão sobre a própria essência do programa e como ele se manteve atual através de todos esses anos. 

A solidão de personagens perdidos em uma conjuntura nova e desafiadora traz uma reflexão existencial que nunca envelhece, pois a humanidade sempre estará buscando novas perspectivas da realidade e rompendo as barreiras de seu imaginário, deixando-nos vulneráveis em labirintos que inadvertidamente criamos para nós mesmos.