A sensibilidade visceral de Eveline em Animais e Fronteiras

Desde o início dos tempos, as relações entre homens e animais na Terra foram bastante desiguais e injustas. O homo sapiens em toda a sua arrogância estabeleceu um desnível e foi utilizando o ecossistema a seu bel prazer, estabelecendo critérios de acordo com a sua conveniência, sem perceber que o desequilíbrio gerado pelo mesmo poderia lhe afetar a longo prazo. 

Os animais foram severamente afetados nesse contexto, algumas espécies inclusive chegando a ser varridas por completo de sua existência, tudo de forma bastante natural, tendo em vista que “seres inferiores” não teriam direito a opinar sobre seu espaço no planeta. 

Partindo deste princípio a jornalista Eveline Baptistella busca realçar e discutir as relações entre animais humanos e não humanos, relatando situações reais do cotidiano em Cuiabá, denunciando momentos onde a invasão urbana tirou o habitat de seres que acabaram se encontrando perdidos em seu espaço, como o jacaré que vive num estacionamento.

Ela explica também como algumas pessoas se afeiçoam por alguns animais, silvestres ou não, e a partir daí não aceitam o seu maltrato, mas perdoam a violência aos da mesma espécie. 

Utilizando uma linguagem sem rodeios e floreios, Eveline sensibiliza sem pieguice ou vitimismos. Ilustra a nocividade de nosso comportamento que foi adotado pela grande maioria como “normal”, enquanto inadvertidamente tóxico. 

Um obra que pretende trazer uma releitura de nossa perspectiva a respeito da noção de espaço no meio ambiente, nos levando a meditar sobre a coabitação com seres que em certa instância chegam até mesmo a ser mais evoluídos que nós mesmos. 

 

Heróis disfuncionais em “The Umbrella Academy”

Ao longo dos anos que se seguem, várias trajetórias de super heróis já foram contadas e a maioria delas gira em torno de escolhas que tiveram que ser feitas em torno de transformações pessoais na vida de cada pessoa, mas e se essa escolha lhe for negada e o heroísmo tiver sido o único propósito da sua criação? 

A série da Netflix em questão é uma adaptação dos quadrinhos de Gerard Way e do brasileiro Gabriel  e tem início em 1989, onde 43 crianças nasceram de mulheres sem ligação entre si e que engravidaram na noite anterior ao parto. O bilionário Reginald Hargreaves adota sete desses bebês que possuem habilidades especiais e são criados com o único propósito de se tornarem uma equipe de super-heróis.  

Assim nasce a Umbrella Academy e o plano funciona durante um tempo, mesmo após a morte de um deles e o fato uma das crianças não possuir “poderes”, ficando na casa e convivendo à sombra de seus irmãos famosos por conta da mídia que os exaltava. Vale apontar também que o “número cinco”, que possui a habilidade de teletransporte, começa a praticar saltos temporais desobedecendo o seu patriarca e acaba preso num futuro distante apocalíptico, sem a chance de retornar. 

Após o grupo ter se desmanchado durante a adolescência, eles se reúnem já adultos em função da misteriosa morte de Reginald. Para complicar ainda mais, o irmão desaparecido retorna para a sua respectiva linha temporal, avisando seus irmãos que eles têm uma semana para impedir o fim do mundo. 

A história é tratada com muita irreverência e trata de temas como viagem temporal e universos paralelos sem muito didatismo. Os grandes destaques vão para a excelente trilha sonora e o desenvolvimento dos personagens, que tiveram uma infância disfuncional e direcionada para um único propósito.  O mais perto que eles têm de uma figura paterna carinhosa é o chimpanzé Pogo, que fala articuladamente, com andar e roupa de humano, treinado desde cedo para agir como um mordomo do bilionário.

Luther, com seu tamanho descomunal e superforça que contrasta com a sua docilidade. Número cinco retorna aos seus irmãos com mente de adulto e corpo de criança enquanto Klaus, que se comunica com os mortos, inclusive com o falecido membro da equipe, precisa usar drogas para conviver com a sua habilidade. Vanya, por outro lado ressente a sua falta de poderes e sempre se sente inferior em relação a seus irmãos. 

A segunda temporada estreou no último dia 7 de agosto na Netflix. Criativa, divertida e inteligente, sem perder o foco em seus protagonistas, pois é o seu drama que move toda a narrativa. Uma nova perspectiva para um gênero aparentemente tão saturado. 

9 Filmes Trash de Terror

E aí, galera! Como estão?

Venho trazer hoje alguns filmes de terror trash pra vocês assistirem nessa quarentena. 

Para quem não sabe, filmes trash são aqueles filmes de baixo orçamento, feitos com custo e qualidade bem inferior aos filmes B. Ele é tecnicamente mal feito, sabe? No terror, por exemplo, chega até a ser engraçado, de tão mal feito hahaha

Espero que gostem das dicas! 

1) Os Palhaços Assassinos do Espaço Sideral (1988) – Esse é um dos meus favoritos. Tenho lembranças de assistí-lo quando eu era criança, principalmente da cena do algodão-doce e pipoca… Nesse filme, os Palhaços são extraterrestres e a nave deles é um circo. É Sensacional hahaha

 

2) O Ataque dos Tomates Assassinos (1978) – Ele é considerado um dos melhores filmes trash e deu origem a 3 continuações. 

 

3) Rubber, O Pneu Assassino (2010) – é um filme de comédia e terror francês com direção de Quentin Dupieux. Foi exibido em Cannes.

 

4) Planeta Terror (2007) – Filme que deu origem ao Machete e tem a participação de Josh Brolin, Bruce Willis e Fergie.

 

5) Mar Negro (2014) – O filme brasileiro é o terceiro da trilogia iniciada com “Mangue Negro” (2008) e “A Noite do Chupacabras” (2011). 

 

6) Geladeira Diabólica (1992) 

 

7) Náusea Total (1987) – é um filme neozelandês. Por causa da quantidade de cenas bizarras, mesmo que eles tenham cortado várias cenas, o filme foi banido da Austrália.

 

8) O Vingador Tóxico (1984) – é o filme mais famoso da produtora Troma Entertainment. 

 

9) A Coisa (1985)