9 Filmes Trash de Terror

E aí, galera! Como estão?

Venho trazer hoje alguns filmes de terror trash pra vocês assistirem nessa quarentena. 

Para quem não sabe, filmes trash são aqueles filmes de baixo orçamento, feitos com custo e qualidade bem inferior aos filmes B. Ele é tecnicamente mal feito, sabe? No terror, por exemplo, chega até a ser engraçado, de tão mal feito hahaha

Espero que gostem das dicas! 

1) Os Palhaços Assassinos do Espaço Sideral (1988) – Esse é um dos meus favoritos. Tenho lembranças de assistí-lo quando eu era criança, principalmente da cena do algodão-doce e pipoca… Nesse filme, os Palhaços são extraterrestres e a nave deles é um circo. É Sensacional hahaha

 

2) O Ataque dos Tomates Assassinos (1978) – Ele é considerado um dos melhores filmes trash e deu origem a 3 continuações. 

 

3) Rubber, O Pneu Assassino (2010) – é um filme de comédia e terror francês com direção de Quentin Dupieux. Foi exibido em Cannes.

 

4) Planeta Terror (2007) – Filme que deu origem ao Machete e tem a participação de Josh Brolin, Bruce Willis e Fergie.

 

5) Mar Negro (2014) – O filme brasileiro é o terceiro da trilogia iniciada com “Mangue Negro” (2008) e “A Noite do Chupacabras” (2011). 

 

6) Geladeira Diabólica (1992) 

 

7) Náusea Total (1987) – é um filme neozelandês. Por causa da quantidade de cenas bizarras, mesmo que eles tenham cortado várias cenas, o filme foi banido da Austrália.

 

8) O Vingador Tóxico (1984) – é o filme mais famoso da produtora Troma Entertainment. 

 

9) A Coisa (1985)

“Tudo Está Conectado” – Filmes e séries sobre Viagens no Tempo

A terceira temporada de Dark recém estreou, e está entre os assuntos mais discutidos do momento. Como o assunto “viagem no tempo” está em alta por causa da série, vim trazer pra vocês mais filmes e séries sobre o assunto.

1) Dark (2017) – Quatro diferentes famílias – Kahnwald, Nielsen, Doppler e Tiedemann – vivem em Winden, uma pequena e aparentemente tranquila cidade alemã. A rotina dos moradores vira de cabeça para baixo quando duas crianças desaparecem misteriosamente, nas proximidades de uma antiga usina nuclear. Segredos familiares começam a emergir à medida que a polícia investiga os sumiços e logo percebe uma relação com eventos também sombrios do passado. O tempo e o espaço parecem se embaralhar cada vez mais, deflagrando uma série de tragédias que, curiosamente, se repete a cada geração.

 

2) Feitiço do Tempo (1993) – Um repórter (Bill Murray) de televisão que faz previsões de metereologia vai a uma pequena cidade fazer uma matéria especial sobre o celebrado “Dia da marmota”. Pretendendo ir embora o mais rapidamente possível, ele inexplicavelmente fica preso no tempo, condenado a vivenciar para sempre os eventos daquele dia.

 

3) Doctor Who – Está no ar desde 1963 e está em sua 13ª versão do doutor, sendo agora Doutora, interpretada pela atriz Jodie Whittaker desde 2017. A série mostra as aventuras do Doutor, um Senhor do Tempo alienígena do planeta Gallifrey, que explora o universo em sua máquina do tempo, uma sensível nave espacial conhecida como TARDIS(time and relative dimension in space), cuja aparência exterior se assemelha a uma cabine de polícia londrina de 1963.

 

4) 22.11.63 (2016) – O professor do ensino médio Jake Epping (James Franco) viaja de volta no tempo para prevenir o assassinato do presidente John F. Kennedy. Porém, sua missão é ameaçada por Lee Harvey Oswald, pelo próprio passado que não quer ser modificado e pelo fato de ele se apaixonar.

 

5) See You Yesterday (2019) – C.J. e Sebastian são dois melhores amigos adolescentes muito talentosos no mundo das ciências. Quando o irmão mais velho de C.J. é assassinado injustamente pela polícia, os dois constroem uma máquina do tempo para voltar ao passado e tentar evitar a tragédia que aconteceu.

 

6) Timeless (2016) – O roubo de uma máquina do tempo é o primeiro numa série de crimes temporais misteriosos que levam um cientista, um soldado e m professor de história a se lançarem numa busca desesperada através do passado para interromper o louco que quer destruir os Estados Unidos. Os três precisam tomar cuidado com suas ações, pois nunca se sabe qual movimento gerará consequências irreversíveis.

 

7) DÉJÀ VU (2007) – Doug Carlin (Denzel Washington) trabalha para a Agência do Tabaco, Álcool e Armas de Fogo. Chamado para recuperar provas após a explosão de uma bomba em uma balsa localizada em Nova Orleans, Carlin descobre que aquilo que a maioria das pessoas acredita estar apenas em sua mente é bem mais poderoso do que se imagina. Ele descobre então um meio de viajar no tempo, o que possibilita que evite que a explosão ocorra.

 

8) A Garota que Conquistou o Tempo (2006) – Uma adolescente chamada Makoto Kono em seu terceiro ano do ensino médio passa por eventos estranhos até que descobre que ela tem a capacidade de viajar através do tempo. Assustada com seu novo poder e novas experiências Makoto confia em seus amigos Chiaki e Kousuke que inicalmente não acreditam em tal façanha. Com o tempo, ela tenta usá-lo para sua vantagem e como meio de ajudar o presente, mas logo descobre que adulteração do tempo pode levar a grandes consequências.

 

9) De Volta para o Futuro (1963) – Um jovem (Michael J. Fox) aciona acidentalmente uma máquina do tempo construída por um cientista (Christopher Lloyd) em um Delorean, retornando aos anos 50. Lá conhece sua mãe (Lea Thompson), antes ainda do casamento com seu pai, que fica apaixonada por ele. Tal paixão põe em risco sua própria existência, pois alteraria todo o futuro, forçando-o a servir de cupido entre seus pais.

 

10) 12 Macacos (2015)Série do filme de mesmo nome, estrelado por Bruce Willis e Brad Pitt, do ano de 1995. Acompanha a jornada de um viajante no tempo de um futuro pós-apocalíptico, que aparece nos dias atuais em uma missão de localizar e erradicar a fonte de uma praga mortal que eventualmente irá dizimar a raça humana.

 

11) Interestelar (2014) – Após ver a Terra consumindo boa parte de suas reservas naturais, um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper (Matthew McConaughey) é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand (Anne Hathaway), Jenkins (Marlon Sanders) e Doyle (Wes Bentley), ele seguirá em busca de uma nova casa. Com o passar dos anos, sua filha Murph (Mackenzie Foy e Jessica Chastain) investirá numa própria jornada para também tentar salvar a população do planeta.

 

12) Ministério do Tempo (2015) – O Ministério do Tempo é o segredo mais precioso do estado espanhol. Essa instituição governamental secreta de viagens no tempo permite que pessoas de diferentes épocas possam se encontrar. Mas para evitar que alguém utilize as portas que viajam no tempo para seu benefício próprio, um grupo de patrulheiros são contratados para vigiar o local. Entre eles, estão o soldado do século XVI Alonso de Entrerríos (Nacho Fresneda), a estudante do século XIX Amelia Folch (Aura Garrido) e o paramédico Julián Martínez (Rodolfo Sancho), do século XXI.

 

13) Boneca Russa (2019) – Convidada de honra de uma festa em Nova York, a jovem Nadia (Natasha Lyonne) percebe que todas as vezes que decide deixar o evento, morre. Agora ela precisa encontrar um jeito de escapar, mas só depois de descobrir o que está acontecendo.

Lutando por Direitos Humanos em “Orange is the New Black”

Após sete anos de sucesso na Netflix, chegou ao final a série inspirada no romance homônimo e autobiográfico de Piper Kerman sobre a sua estadia em um presídio feminino por envolvimento em casos de lavagem de dinheiro.  

A narrativa acompanha uma mulher de classe média alta que também acaba entrando para a vida de crimes após trair o seu noivo com uma traficante de drogas. O mais interessante é que o foco não fica somente nela, mas em todos que convivem na Penitenciária de Segurança Mínima de Litchfield, cada qual com o seu respectivo microverso.

Aos poucos vamos sendo introduzidos a todos os segmentos que coabitam o local: as latinas, as negras, as idosas, as religiosas, as caucasianas, as loucas e as viciadas, além dos carcereiros e o núcleo administrativo, cada qual com os seus respectivos dilemas e obstáculos a serem superados. A montagem em flashbacks, mostrando como cada uma das detentas foi parar ali revela a humanidade da obra, pois exclui o estigma de que todo mundo ali dentro é “farinha do mesmo saco” e está presa porque é nociva para a sociedade.  

Nem sempre é má fé. Existem prisioneiras políticas, pessoas que estavam no lugar errado na hora errada ou que simplesmente fizeram uma escolha errada num momento de desespero. Não há inocentes ali, mas nem todas “apresentam um risco para a sociedade”. 

Nesse ponto vale apontar o papel dos guardas dentro da história, já que muitos deles acabam usando de sua posição para fazer coisas tão ou até mais erradas do que as moças fizeram. Em alguns casos o nível de frieza dos mesmos chega a assustar. 

Ao longo das temporadas, ocorre a privatização do presídio e nesse ponto há um enorme salto de qualidade na minha opinião, porque a discussão sobe para um novo patamar: a empresa responsável começa a tomar medidas para reduzir custos, sem levar em conta os direitos básicos de quem está confinado no recinto, sendo relegadas a condições sub-humanas. Esse fenômeno desencadeia uma série de eventos que irá mudar drasticamente a vida de várias detentas.

É difícil contabilizar a quantidade de problemas sociais que foram discutidos ao longo desses sete anos, vou colocar alguns e se eu me esquecer de algum peço desculpas, porque realmente é muita coisa: racismo, estupro, aborto, abuso de autoridade, reintegração de detentos, imigração, vício em drogas, homofobia, violência verbal e física, além de fanatismo religioso dentre vários outros temas relacionados. 

Depois de tanto tempo acompanhando essas mulheres que acabaram ganhando a admiração do seu público, seja por sua história ou sua força para prosseguir vencendo as dificuldades que surgem, é seguro dizer que a gente sai um pouco transformado dessa experiência. Certamente menos preconceituoso e mais reflexivo. 

      

Precisamos falar sobre “A Missy Errada”

“A Missy Errada” é um filme de comédia previsível, com sucessões de acontecimentos que, em outros filmes e feito de outros modos, eu ficaria desesperada e com vontade de desligar a TV. É aquele filme bem bobo, mas que consegue tirar boas risadas e ocupar o tempo em um domingo.

Mas não é disso que vamos falar. E já aviso que pode conter spoilers!

Lauren Lapkus faz o papel de Missy, a errada, a louca, a sem noção, que faz as coisas sem pensar nas consequências. Até que ponto essa perspectiva sobre a Missy é a real ou é sobre o que o Tim, personagem principal, pensa sobre ela desde que a conheceu? Será que ela é mesmo essa pessoa desequilibrada e inconsequente que o Tim passou quase o filme todo pensando que ela fosse, ou ela era uma pessoa bacana e atenciosa, que não era como ele desejava que ela fosse?

Talvez, por ela ser uma mulher decidida, de atitude, fala o que pensa, faz o que quer e vai atrás do que deseja tenha deixado Tim assutado, afinal, Tim é um cara que vive pelo trabalho, recém solteiro, muito “certinho” com as coisas, passivo. E assim, Tim criou na mente dele uma Missy paranóica, louca, inconsequente e perigosa.

Toda essa imagem sobre ela muda quando Missy o ajuda a conquistar o cargo que ele tanto desejou, usando um dos diversos cursos que ela fez. A partir de uma apresentação que os concorrentes fizeram para o chefe, em que o Tim “agradou” mais que a da Jess “Barracuda”, Tim começa a se apaixonar pela Missy. Ela descobre que não era a Missy que ele queria que estivesse lá e vai embora, no mesmo instante que a Missy “certa” chega no hotel. Aí vem o clássico arrependimento e descobre que ele gostaria da outra Missy na vida dele, porque ela deixava a vida dele nada monótona e rotineira.

Apesar da problemática sobre colocar na mulher expectativas e responsabilidades que não são dela, de ela ser a “heroína” que o salva da rotina e da realidade, e ainda a coloca como louca quase o filme todo, é um filme divertido e achei a Missy apaixonante.

Pandemias no Cinema

Estamos há 90 dias em quarentena (uns mais, outros menos, e alguns nem entraram) e é bom para nossa saúde mental tirar um tempinho dessa loucura toda pra assistir a um filme ou série, ou até mesmo ler um livro. Talvez uma comédia, um romance, um terror com espíritos, temáticas que nos façam esquecer um pouco do momento que estamos vivendo. Mas é sempre bom ver como outros países lidariam com essas pandemias, se fosse como nas telas do cinema hahaha

Seja para entender como tudo ocorre, as formas de contágio, ou para simplesmente apreciar o caos na vida dos personagens fictícios, segue uma lista de filmes para assistir:

 

1) A Gripe (2013) – Um homem morre por causa de um vírus desconhecido e, em pouco tempo, milhares de pessoas apresentam os mesmos sintomas que ele. O vírus é transmitido pelo ar, não tem cura e mata em 36 horas. Agora o único objetivo é sobreviver.

 

2) Contágio (2011) – Pouco depois de voltar de uma viagem de negócios, Beth Emhoff morre de uma suposta gripe. Enquanto a epidemia mortal se espalha, os médicos precisam identificar o vírus para conseguir combatê-lo e acabar com o pânico da população.

 

3) Eu Sou a Lenda (2008) – Robert Neville é um brilhante cientista e o único sobrevivente de uma epidemia que transformou os humanos em mutantes sedentos por sangue. Andando pela cidade de Nova Iorque, ele procura por outros possíveis sobreviventes e tenta achar a a cura da praga usando seu próprio sangue, que está imune.

 

4) Extermínio (2003) – Uma praga transforma a maioria da humanidade em zumbis sedentos de sangue. Um grupo ainda não afetado se prepara para a mais perigosa jornada de suas vidas: tentar chegar a uma fortaleza militar em Manchester.

 

5) Ensaio Sobre a Cegueira (2008) – Quando uma epidemia chamada cegueira branca aparece em uma cidade, a mulher de um médico é a única pessoa que ainda consegue ver. Ela vai para um abrigo com seu marido cego e encontra todos vivendo em condições precárias. Agora ela tem que guiar um grupo à liberdade.

 

6) Sentidos do Amor (2011) – Um casal vive um romance enquanto uma estranha doença assola a sociedade. Aos poucos, as pessoas começam a perder os sentidos humanos. Sem olfato ou audição, eles insistem na sua história de amor e experimentam sensações desconhecidas.

 

7) Epidemia (1995) – Um médico do Exército e sua equipe lutam para salvar os habitantes de uma pequena cidade americana contra a propagação de um vírus mortal e contagioso trazido da África por um macaco que foi levado de forma clandestina para a Califórnia, nos Estados Unidos. O contágio é rápido e o Exército coloca a cidade sob quarentena. Mas quando um cientista do Exército tenta ajudar a população, ele é inexplicavelmente afastado do caso.

 

8) REC (2008) – Ángela Vidal (Manuela Velasco) é uma jornalista que, juntamente com seu operador de câmera Pablo (Pablo Rosso), faz uma reportagem em um quartel do Corpo de Bombeiros, na intenção de mostrar seu cotidiano. Porém o que aparentemente seria uma saída noturna rotineira de resgate logo se transforma em um grande pesadelo. Presos em um edifício, a equipe de filmagens e os bombeiros enfrentam uma situação desconhecida e letal.

 

 

Infrações e Delitos em Trailer Park Boys

A série de humor canadense em questão é apresentada como um documentário que acompanha o cotidiano de um grupo de moradores do estacionamento de trailers Sunnyvale em Dartmouth, Nova Escócia, Canadá. A narrativa é mais focada em dois ex-presidiários: Ricky, um fumante inveterado que tem um dom inato de se meter em problemas por conta de seu espírito impulsivo e inconsequente ao lado do alcóolatra Julian que é mais ponderado apesar de nunca abandonar o seu copo de bebida.  

Bubbles é um amigo fiel da dupla que nunca foi preso, por isso fica sempre nervoso quando eles se metem em encrenca. Com o seu incomparável óculos de fundo de garrafa e seu amor incondicional por felinos, ao lado de sua perícia em lidar com equipamentos mecânicos e elétricos, ele é um dos personagens mais carismáticos da série. 

O ex-policial Jim Lahey e seu parceiro Randy, que insiste em nunca usar uma camisa, mesmo no inverno são os antagonistas da dupla, já que são os encarregados pela administração do estacionamento, que pertence à ex-mulher do primeiro.

O grande charme da série está no fato de que seus protagonistas veem a cadeia mais como um inconveniente do que uma punição. Tendo em vista as condições de moradia dos mesmos (Ricky mora dentro de um carro), em alguns momentos a prisão parece ser até mais confortável em alguns aspectos. A partir dessa perspectiva, eles não pensam duas vezes antes de montar um negócio ilegal ou até mesmo assaltar uma loja de conveniências para resolver um imprevisto. 

As situações chegam a um nível tão absurdo que a série chegou até mesmo a ganhar uma versão animada, que leva essas loucuras a um novo patamar. A série tem as doze temporadas disponíveis na Netflix, mais a versão animada e dois spin offs que mostram as desventuras do trio nos Estados Unidos e na Europa. 

Adotando um viés politicamente incorreto, a série é uma boa opção para aqueles que buscam uma diversão descompromissada, onde situações condenáveis obviamente acontecem de maneira bastante natural, mas chegam até mesmo a serem compreensíveis dentro daquele contexto, como a menina de nove anos que divide os adesivos de nicotina com o seu pai. Um grupo de pessoas que consegue se manter unida nos momentos mais difíceis e se ajudar, encontrando calor humano mesmo nos instantes mais estranhos. 

Filmes e Séries com Protagonistas Negros

Por muito tempo os negros representaram nas telas papéis estereotipados, como mordomos, bandidos, o melhor amigo negro do branco protagonista. Inclusive, o ator David Oyelowo, que interpretou Martin Luther King em “Selma”, revelou em entrevista para o site NPR, que recusou diversos papéis por serem personagens com estereótipos dos negros no cinema. “Não me mande roteiros se você quer que eu faça o melhor amigo negro do protagonista. Eu não faço isso. Acho desrespeitoso. Considero que ou eu sou parte da solução ou sou parte do problema”, declarou.

De acordo com a Agência Nacional de Cinema (Ancine), em 2016 tiveram 146 filmes brasileiros lançados, mas só em 2,1% deles tiveram homens negros e 0% de mulheres negras na equipe. Nas indicações ao Oscar, a primeira mulher negra indicada ao prêmio na categoria de Design de Produção só aconteceu na premiação de 2019. Hannah Beachler venceu pelo seu trabalho em Pantera Negra. Em 92 anos de premiação, apenas 9 mulheres venceram nas categorias de melhor atriz e melhor atriz coadjuvante. Felizmente isso vem mudando muito. A Netflix, por exemplo, tem feito diversas produções onde os protagonistas são pessoas negras e não-brancas.

Vou indicar aqui algumas produções que podem ou não ter o racismo como o tema principal, e que vale demais assistir.

1. Dear White People – As mais refinadas faculdades americanas podem representar uma enorme carga de estresss para seus alunos. Tensões sociais, a pressão acadêmica e o medo que vem com a chegada à idade adulta podem ser aterrorizantes. Pior que isso, só se você for um afro-americano, tendo que lidar com os alunos majoritariamente brancos e os estigmas associados a você pela sociedade

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2. Madame C. J. Walker – A história de Madam C.J. Walker (Octavia Spencer), ativista social e primeira mulher milionária dos Estados Unidos a conquistar a própria fortuna: por meio de uma linha de produtos capilares e cosméticos para mulheres negras. Uma série maravilhosa e inspiradora.

 

3. Corra! – Chris (Daniel Kaluuya) é jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

 

4. Nós – Adelaide (Lupita Nyong’o) e Gabe (Winston Duke) decidem levar a família para passar um fim de semana na praia e descansar em uma casa de veraneio. Eles viajam com os filhos e começam a aproveitar o ensolarado local, mas a chegada de um grupo misterioso muda tudo e a família se torna refém de seus próprios duplos.

 

5. Blood & Water – Durante uma festa, a adolescente Puleng (Ama Qamata) conhece Fikile (Khosi Ngema), nadadora famosa e aluna prodígio de uma escola na Cidade do Cabo. O encontro faz com que Puleng passe a desconfiar da jovem atleta, acreditando que ela é, na verdade, a sua irmã mais velha, raptada logo após o parto. Puleng então se infiltra no colégio de Fikile para se aproximar dela e tentar descobrir a verdade por trás do desaparecimento de sua irmã, anos atrás.

 

6. Greenleaf – Filha do pastor James (Keith David), Grace Greenleaf (Merle Dandridge) volta para casa depois de duas décadas e escancara os bastidores sujos de uma igreja evangélica que aparenta ser um centro de boas ações. Lá há corrupção, adultério e repressão à homossexualidade.

 

7. Infiltrado na Klan – Em Infiltrado na Klan, que se passa em 1978, Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro do Colorado, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com os outros membros do grupo através de telefonemas e cartas, quando precisava estar fisicamente presente enviava um outro policial branco no seu lugar. Depois de meses de investigação, Ron se tornou o líder da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas.

 

8. Selma: Uma Luta pela Igualdade – Cinebiografia do pastor protestante e ativista social Martin Luther King, Jr (David Oyelowo), que acompanha as históricas marchas realizadas por ele e manifestantes pacifistas em 1965, entre a cidade de Selma, no interior do Alabama, até a capital do estado, Montgomery, em busca de direitos eleitorais iguais para a comunidade afro-americana.

 

9. A Cor Púrpura – Em uma pequena cidade Celie (Whoopi Goldberg), uma jovem com apenas 14 anos que foi violentada pelo pai, se torna mãe de duas crianças. Além de perder a capacidade de procriar, Celie imediatamente é separada dos filhos e da única pessoa no mundo que a ama, sua irmã, e é doada a “Mister” (Danny Glover), que a trata simultaneamente como escrava e companheira. Grande parte da brutalidade de Mister provêm por alimentar uma forte paixão por Shug Avery (Margaret Avery), uma sensual cantora de blues.

 

10. MoonLight – Três momentos da vida de Chiron, um jovem negro morador de uma comunidade pobre de Miami. Do bullying na infância, passando pela crise de identidade da adolescência e a tentação do universo do crime e das drogas, este é um poético estudo de personagem.

 

11. Ó, pai, ó – Em um animado cortiço do centro histórico do Pelourinho, em Salvador, tudo é compartilhado pelos seus moradores, especialmente a paixão pelo Carnaval e a antipatia pela síndica do prédio, Dona Joana (Luciana Souza). Todos tentam encontrar um lugar nos últimos dias do Carnaval, seja trabalhando ou brincando. Incomodada com a farra dos condôminos, Dona Joana decide puni-los, cortando o fornecimento de água do prédio. A falta d’água faz com que o aspirante a cantor Roque (Lázaro Ramos); o motorista de táxi Reginaldo (Érico Brás) e sua esposa Maria (Valdinéia Soriano); o travesti Yolanda (Lyu Arisson), amante de Reginaldo; a jogadora de búzios Raimunda (Cássia Vale); o homossexual dono de bar Neuzão (Tânia Tôko) e sua sensual sobrinha Rosa (Emanuelle Araújo); Carmen (Auristela Sá), que realiza abortos clandestinos e ao mesmo tempo mantém um pequeno orfanato em seu apartamento; Psilene (Dira Paes), irmã de Carmen que está fazendo uma visita após um período na Europa; e a Baiana (Rejane Maia), de quem todos são fregueses; se confrontem e se solidarizem perante o problema.

 

12. Correndo Atrás – Ventania (Aílton Graça) é trabalhador e vai tentar de tudo para mudar de vida. Já tendo aceitado diversos bicos para conseguir pagar as contas, ele foi de vendendor de produtos em sinais de trânsito até animador de festas infantis, mas nada parecia dar certo para ele. Com a grana cada vez mais curta, ele tem a ideia de ser um empresário de futebol e se torna um caça-talentos do esporte. É aí que ele conhece Glanderson (Juan Paiva), um garoto pobre e deficiente físico, que apesar das dificuldades, tem muito talento.

13. A câmera de João Curta brasileiro – João vê uma faixa de luz passar por uma pequena perfuração e percebe que assim se faz a imagem. Ele descobre que fotografias são heranças. O curta de ficção narra a história de um garoto que descobre a paixão pela fotografia por meio de seu avô.

14. Sem AsasCurta brasileiro – Zu é um garoto negro de doze anos. Ele vai à mercearia comprar farinha de trigo para a sua mãe e, na volta pra casa, descobre que pode voar. Na Mostra de Tiradentes, existem filmes de narrativas bastante tradicionais e que trazem um pouco de fábula. “Sem asas”, de 2019, é uma dessas obras e, justamente por usar o tradicional, é tão potente.

O filme apresenta ao público uma família no estilo comercial de margarina em que todos os membros são pretos, o que já não é visto tradicionalmente nas telas. Além dessas imagens, a obra também denuncia a forma como um adolescente negro, integrante dessa família, é visto e abordado nas ruas pelas forças policiais.

A maioria das sinopses são da Adoro Cinema <3

Pragmatismo vs Ciência em Space Force

A mais nova série de comédia da Netflix , criada pela mesma equipe que trouxe o genial The Office teve a sua idéia a partir de um tweet do presidente Donald Trump, onde o mesmo expunha as suas ambições de militarizar o espaço. 

A série tem início quando o general Mark Naird é convidado a comandar a mais nova extensão das Forças Armadas, após o Chefe de Estado declarar abertamente que quer “coturnos na Lua” dentro de quatro anos. Assim é criada essa nova instituição que atuará ao lado do Exército, Aeronáutica e Marinha. Esse novo destacamento é visto como um ralo de dinheiro, o que maximiza a pressão por resultados urgentes. 

Dessa forma tem início o embate de posições entre o militar e o chefe do Departamento de Pesquisa Científica, Dr. Adrian Mallory, interpretado pelo ótimo John Malkovich. A ciência precisa de tempo, análise, indo de contra a prática instantânea e efetiva das forças armadas. 

O  humor da série é mais centrado nos diálogos com alfinetadas inteligentes e com menos non sense/vergonha alheia que tanto marcaram o outro seriado. Aqui o enfoque é  na humanidade dos personagens e como esse convívio forçado altera as suas respectivas percepções.  

Alguns elementos são apresentados de forma bastante sutil, mostrando que a personalidade humana não é bilateral. A grande semelhança com The Office fica nessas informações que vão sendo reveladas de forma não explícita, seja num  gesto ou numa entonação de palavra. 

A série levanta debates bastante interessantes, especialmente na conjuntura atual onde a ciência vem sendo relativamente menosprezada em nosso país que tem valorizado os resultados a curto prazo sem levar em conta o elemento humano envolvido. Uma discussão trazida de forma irreverente e que não poderia ter surgido em um momento mais propício. 

O surrealismo existencial em Midnight Gospel

Do mesmo criador de Hora da Aventura, a mais nova série animada da Netflix em questão é tão rica e complexa que fica difícil resumir a mesma em poucas palavras. Seu protagonista é Clancy Gilroy, uma criatura que mora em algum ponto do Universo com a sua cadela Charlotte, que possui uma espécie de vórtice dentro dela. Nada aqui possui uma explicação científica e esse nem é o propósito da mesma. 

Clancy possui um espaçocast e através de um simulador roubado ele utiliza diferentes avatares para viajar por vários planetas, sempre à procura de um papo cabeça sobre sofrimento, perdão, vida, morte, alma, consciência, religião, meditação e vários outros assuntos relacionados.  

O estilo surreal e caleidoscópico dos traços e das cores lembra bastante o longa metragem Yellow Submarine dos Beatles, inclusive os debates poéticos e filosóficos. Algumas cenas, entretanto parecem ter sido tiradas do Monty Python Flying Circus, reforçando o espírito crítico e descontraído da produção.

 A narrativa muitas vezes também se mostra bastante satírica, com boas doses de humor negro. No primeiro episódio vemos o protagonista entrevistando o presidente de um país enquanto o mesmo luta para sobreviver em meio a um apocalipse zumbi. Em outro momento ele debate sobre crime, castigo e redenção enquanto um detento busca fugir de um presídio.  

As discussões são bastante profundas e a sensação que fica ao final é que precisamos assistir no mínimo mais de uma vez a cada um dos episódios. O papo é realmente muito interessante e mistura todas as vertentes de filosofia com religiões orientais e citações de pensadores famosos.  

Uma animação despretensiosa que discute valores universais utilizando uma linguagem poética e surreal, nos levando ao desprendimento material para enaltecer o essencial que é invisível aos olhos, como já dizia o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, autor de “O Pequeno Príncipe”.