Filmes e Séries com Protagonistas Negros

Por muito tempo os negros representaram nas telas papéis estereotipados, como mordomos, bandidos, o melhor amigo negro do branco protagonista. Inclusive, o ator David Oyelowo, que interpretou Martin Luther King em “Selma”, revelou em entrevista para o site NPR, que recusou diversos papéis por serem personagens com estereótipos dos negros no cinema. “Não me mande roteiros se você quer que eu faça o melhor amigo negro do protagonista. Eu não faço isso. Acho desrespeitoso. Considero que ou eu sou parte da solução ou sou parte do problema”, declarou.

De acordo com a Agência Nacional de Cinema (Ancine), em 2016 tiveram 146 filmes brasileiros lançados, mas só em 2,1% deles tiveram homens negros e 0% de mulheres negras na equipe. Nas indicações ao Oscar, a primeira mulher negra indicada ao prêmio na categoria de Design de Produção só aconteceu na premiação de 2019. Hannah Beachler venceu pelo seu trabalho em Pantera Negra. Em 92 anos de premiação, apenas 9 mulheres venceram nas categorias de melhor atriz e melhor atriz coadjuvante. Felizmente isso vem mudando muito. A Netflix, por exemplo, tem feito diversas produções onde os protagonistas são pessoas negras e não-brancas.

Vou indicar aqui algumas produções que podem ou não ter o racismo como o tema principal, e que vale demais assistir.

1. Dear White People – As mais refinadas faculdades americanas podem representar uma enorme carga de estresss para seus alunos. Tensões sociais, a pressão acadêmica e o medo que vem com a chegada à idade adulta podem ser aterrorizantes. Pior que isso, só se você for um afro-americano, tendo que lidar com os alunos majoritariamente brancos e os estigmas associados a você pela sociedade

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2. Madame C. J. Walker – A história de Madam C.J. Walker (Octavia Spencer), ativista social e primeira mulher milionária dos Estados Unidos a conquistar a própria fortuna: por meio de uma linha de produtos capilares e cosméticos para mulheres negras. Uma série maravilhosa e inspiradora.

 

3. Corra! – Chris (Daniel Kaluuya) é jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

 

4. Nós – Adelaide (Lupita Nyong’o) e Gabe (Winston Duke) decidem levar a família para passar um fim de semana na praia e descansar em uma casa de veraneio. Eles viajam com os filhos e começam a aproveitar o ensolarado local, mas a chegada de um grupo misterioso muda tudo e a família se torna refém de seus próprios duplos.

 

5. Blood & Water – Durante uma festa, a adolescente Puleng (Ama Qamata) conhece Fikile (Khosi Ngema), nadadora famosa e aluna prodígio de uma escola na Cidade do Cabo. O encontro faz com que Puleng passe a desconfiar da jovem atleta, acreditando que ela é, na verdade, a sua irmã mais velha, raptada logo após o parto. Puleng então se infiltra no colégio de Fikile para se aproximar dela e tentar descobrir a verdade por trás do desaparecimento de sua irmã, anos atrás.

 

6. Greenleaf – Filha do pastor James (Keith David), Grace Greenleaf (Merle Dandridge) volta para casa depois de duas décadas e escancara os bastidores sujos de uma igreja evangélica que aparenta ser um centro de boas ações. Lá há corrupção, adultério e repressão à homossexualidade.

 

7. Infiltrado na Klan – Em Infiltrado na Klan, que se passa em 1978, Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro do Colorado, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com os outros membros do grupo através de telefonemas e cartas, quando precisava estar fisicamente presente enviava um outro policial branco no seu lugar. Depois de meses de investigação, Ron se tornou o líder da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas.

 

8. Selma: Uma Luta pela Igualdade – Cinebiografia do pastor protestante e ativista social Martin Luther King, Jr (David Oyelowo), que acompanha as históricas marchas realizadas por ele e manifestantes pacifistas em 1965, entre a cidade de Selma, no interior do Alabama, até a capital do estado, Montgomery, em busca de direitos eleitorais iguais para a comunidade afro-americana.

 

9. A Cor Púrpura – Em uma pequena cidade Celie (Whoopi Goldberg), uma jovem com apenas 14 anos que foi violentada pelo pai, se torna mãe de duas crianças. Além de perder a capacidade de procriar, Celie imediatamente é separada dos filhos e da única pessoa no mundo que a ama, sua irmã, e é doada a “Mister” (Danny Glover), que a trata simultaneamente como escrava e companheira. Grande parte da brutalidade de Mister provêm por alimentar uma forte paixão por Shug Avery (Margaret Avery), uma sensual cantora de blues.

 

10. MoonLight – Três momentos da vida de Chiron, um jovem negro morador de uma comunidade pobre de Miami. Do bullying na infância, passando pela crise de identidade da adolescência e a tentação do universo do crime e das drogas, este é um poético estudo de personagem.

 

11. Ó, pai, ó – Em um animado cortiço do centro histórico do Pelourinho, em Salvador, tudo é compartilhado pelos seus moradores, especialmente a paixão pelo Carnaval e a antipatia pela síndica do prédio, Dona Joana (Luciana Souza). Todos tentam encontrar um lugar nos últimos dias do Carnaval, seja trabalhando ou brincando. Incomodada com a farra dos condôminos, Dona Joana decide puni-los, cortando o fornecimento de água do prédio. A falta d’água faz com que o aspirante a cantor Roque (Lázaro Ramos); o motorista de táxi Reginaldo (Érico Brás) e sua esposa Maria (Valdinéia Soriano); o travesti Yolanda (Lyu Arisson), amante de Reginaldo; a jogadora de búzios Raimunda (Cássia Vale); o homossexual dono de bar Neuzão (Tânia Tôko) e sua sensual sobrinha Rosa (Emanuelle Araújo); Carmen (Auristela Sá), que realiza abortos clandestinos e ao mesmo tempo mantém um pequeno orfanato em seu apartamento; Psilene (Dira Paes), irmã de Carmen que está fazendo uma visita após um período na Europa; e a Baiana (Rejane Maia), de quem todos são fregueses; se confrontem e se solidarizem perante o problema.

 

12. Correndo Atrás – Ventania (Aílton Graça) é trabalhador e vai tentar de tudo para mudar de vida. Já tendo aceitado diversos bicos para conseguir pagar as contas, ele foi de vendendor de produtos em sinais de trânsito até animador de festas infantis, mas nada parecia dar certo para ele. Com a grana cada vez mais curta, ele tem a ideia de ser um empresário de futebol e se torna um caça-talentos do esporte. É aí que ele conhece Glanderson (Juan Paiva), um garoto pobre e deficiente físico, que apesar das dificuldades, tem muito talento.

13. A câmera de João Curta brasileiro – João vê uma faixa de luz passar por uma pequena perfuração e percebe que assim se faz a imagem. Ele descobre que fotografias são heranças. O curta de ficção narra a história de um garoto que descobre a paixão pela fotografia por meio de seu avô.

14. Sem AsasCurta brasileiro – Zu é um garoto negro de doze anos. Ele vai à mercearia comprar farinha de trigo para a sua mãe e, na volta pra casa, descobre que pode voar. Na Mostra de Tiradentes, existem filmes de narrativas bastante tradicionais e que trazem um pouco de fábula. “Sem asas”, de 2019, é uma dessas obras e, justamente por usar o tradicional, é tão potente.

O filme apresenta ao público uma família no estilo comercial de margarina em que todos os membros são pretos, o que já não é visto tradicionalmente nas telas. Além dessas imagens, a obra também denuncia a forma como um adolescente negro, integrante dessa família, é visto e abordado nas ruas pelas forças policiais.

A maioria das sinopses são da Adoro Cinema <3

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